O empreendedorismo é uma das maiores tendências para o futuro. O fenômeno está diretamente relacionado a um crescimento econômico global, que se manifesta com desenvolvimento tecnológico, ideias inovadoras e criação de novas oportunidades de trabalho — principalmente em países que estão passando por período de recessão econômica.

Nós já te apresentamos as lições valiosas sobre empreendedorismo de Steve Jobs, um dos homens mais visionários de todos os tempos. Agora, você conhecerá a história de alguns dos maiores empreendedores do mundo — e alguns dos maiores do Brasil também — e quais os seus grandes feitos.

Os maiores empreendedores do mundo

Não há uma fórmula para fazer um negócio dar certo. Algumas coisas, os grandes empreendedores têm em comum, mas há também um toque pessoal que garantiu o enorme sucesso de cada um deles. Acompanhe:

Bill Gates

Com uma fortuna avaliada em U$ 77 bilhões, Bill Gates é o fundador da empresa de tecnologia Microsoft e o homem mais rico do mundo. Já aos 17 anos, Gates vendeu seu primeiro programa de computador: um sistema de calendário para a sua escola.

Um tempo depois de ingressar em Harvard, abandonou a universidade para se dedicar à criação de uma das primeiras empresas mundiais de computadores pessoais, em 1975. No mesmo ano o primeiro computador comercial da Microsoft foi produzido, o Altair BASIC.

Hoje, considerado um dos maiores empreendedores do mundo, Gates se dedica e investe grande parte da sua fortuna em pesquisas para a cura de doenças e combate a epidemias, como a malária e a febre amarela, em diversos países subdesenvolvidos.

Carlos Slim

Nem só os estadunidenses revolucionaram o mercado do empreendedorismo. O mexicano Carlos Slim, já eleito um dos homens mais ricos do mundo, é conhecido como “Midas”, uma referência a um rei da mitologia grega capaz de transformar tudo que tocava em ouro. Seu apelido se deu pela sua capacidade de reerguer, e tornar lucrativos, empreendimentos decadentes.

Sua habilidade o rendeu o primeiro negócio milionário em 1990, após comprar a empresa Bmmex por um preço muito inferior ao estimado e transformá-la na maior companhia de telecomunicações do México. Sua influência se espalhou pela América Latina — inclusive pelo Brasil, com a compra da Claro e Embratel.

Uma das curiosidades sobre Slim é que, mesmo sendo um magnata da tecnologia, ele não tem computadores e outros aparatos tecnológicos. Para conseguir dados financeiros sobre a empresa, ele costuma consultar seus funcionários e não a internet.

Henry Ford

Ford foi um dos empreendedores mais revolucionários do mundo. A criação em 1908 do veículo Ford T, carro simples de dirigir, com baixo custo e manutenção, permitiu que o transporte de todas as cidades da América do Norte, e posteriormente do mundo, se democratizasse.

Antes de se tornar um empreendedor, Ford trabalhou como engenheiro para a empresa Edison Illuminating Company, na cidade de Detroit, onde conseguiu reunir o investimento inicial para a sua empresa.

Sua importância na indústria também foi notável, com a produção de automóveis em grande quantidade em um curto período (cerca de 98 minutos). Isso só foi possível graças à invenção do conceito — usado até hoje — de linha de montagem.

Suas ideias modificaram também o pensamento da época. Por conta do “fordismo” surgiram conceitos como produção em massa, trabalho manual (retratado no filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin), política de metas e direitos trabalhistas. Um sinal da Era Industrial que revolucionou o mundo.

Vera Wang

A designer é uma das empreendedoras mais bem-sucedidas do mundo da moda. Mesmo tendo estudado em Paris, atuado como editora da revista Vogue por muitos anos e trabalhado na Ralph Lauren na criação de acessórios, seu sucesso começou a partir das suas próprias necessidades.

Durante o noivado, ao não encontrar um vestido de noiva que fosse a sua cara, Vera decidiu desenhar a própria roupa para o casamento. Sua primeira loja de vestidos de noivas foi fundada no ano seguinte e hoje ela é uma das designers mais requisitadas por celebridades, pelo seu estilo clean e sofisticado.

Mark Zuckerberg

O fundador da rede social mais acessada do mundo, o Facebook, já foi nomeado pela revista TIME como uma das pessoas mais influentes de todos os tempos. Ele também ganhou a marca de bilionário mais jovem do mundo aos 23 anos.

Mark começou a criar softwares no ensino médio, após aprender programação básica com seu pai ainda na infância. Sua primeira criação foi o Synapse, programa de música que tentou ser comprado pela Microsoft por U$ 1 milhão.

O Facebook surgiu enquanto ele estudava em Harvard. As diversas polêmicas da criação do site são retratadas no filme A Rede Social: Zuckerberg foi acusado de roubar a ideia de outros estudantes para uma rede chamada Harvard Connection. O caso foi concluído em um processo judicial.

Em sua página no próprio Facebook, ele lista seus interesses pessoais como “fazer coisas que ajudem as pessoas a se conectarem e compartilharem o que é importante para elas”.

Sergey Brin

Filho de pais judeus, Brin chegou aos Estados Unidos em 1979, após fugir da União Soviética. Formou-se em Matemática e Ciências da Computação e criou o maior mecanismo de busca do mundo — o Google — em parceria com Larry Page.

Os amigos conseguiram colocar sua ideia em ação pedindo dinheiro aos familiares, amigos e professores. Antes mesmo de o Google sair do papel, receberam um investimento de U$ 10 mil para criar uma das empresas mais importantes do mundo.

Richard Branson

Nem sempre a tecnologia e a computação são o foco de investimentos dos maiores empreendedores do mundo. Richard Branson, por exemplo, trilhou um caminho diferente.

Depois de abandonar o colégio, aos 16 anos, o britânico começou a se aventurar no mundo do empreendedorismo ao criar a revista Student. Sem sucesso, passou a vender discos pelo correios até abrir a sua própria rede de lojas, a Virgin Records, em 1972, que viria a se transformar em uma gravadora.

Atualmente, além de ser um dos homens mais ricos do mundo, ele investe em startups e empresas nas áreas de música, aviação, vestuário, biocombustíveis e até mesmo viagens aeroespaciais.

Thomas Edison

Além de criador da luz elétrica e outras 1300 invenções, Edison foi um grande empreendedor. Quando adolescente, investiu na venda de jornais, doces e sanduíches para os passageiros de trens.

Antes disso, ainda criança, se tornou um autodidata em Ciência e Química. Os trens também eram os locais dos seus experimentos, onde montava galpões secretos. Aprendeu o código Morse e passou a construir telégrafos artesanais. Se estabeleceu como inventor independente aos 21 anos, época em que começou a empreender as suas próprias invenções.

Sam Walton

O proprietário do Walmart revolucionou a rede de varejo dos Estados Unidos e do mundo de uma forma simples: ele sabia que, se eliminasse os atravessadores e recebesse diretamente dos produtores, poderia vender mais barato ao consumidor.

Mas o que permitiu mesmo a Walton tornar efetivo esse método foi o investimento feito em softwares para monitorar o comportamento dos consumidores. Primeiro, isso era feito por meio dos códigos de barras dos produtos que passavam pelos caixas físicos da rede de supermercados e, depois, pelos cliques e pela forma como as pessoas navegam pelo site da empresa.

Quando faleceu, em 1992, Sam já havia se certificado de passar aos seus sucessores essa receita do Walmart, o que explica o sucesso da rede até hoje, mais de 20 anos após a sua morte.

Jeff Bezos

Dentre todos os grandes empreendedores, Jeff Bezos talvez tenha sido o que mais arriscou, ao criar a Amazon. Afinal, em 1994 ele era o CEO de um fundo de investimentos bem-sucedido em Wall Street.

Apesar de sua posição confortável, o crescimento assustador da internet daquela época o encorajou a criar um modelo de negócio de vendas online. Sua primeira ideia foi vender música, mas, como enormes gravadoras controlavam esse mercado, Bezos voltou seu interesse para os livros.

Hoje, a Amazon vende praticamente qualquer produto, além de ter revolucionado o mercado de livros online. E Jeff Bezos, que se tornou o proprietário do jornal The Wahsington Post e um dos empreendedores mais importantes do mundo, divide seu tempo entre a companhia e seus investimentos em pesquisas e viagens espaciais, outra grande paixão.

Howard Schultz

A rede de cafeterias Starbucks não é tão conhecida no Brasil quanto outros empreendimentos dessa lista. Mas a história de como Howard Schultz a reergueu após quase pedir concordata é um grande exemplo.

Depois de 8 anos longe da empresa, Schultz voltou para recuperá-la. Enxugando gastos e direcionando as ações de marketing para uma “volta às origens”, esse americano sorridente do Brooklyn conseguiu restabelecer a ordem financeira e a imagem da empresa no mundo todo.

Ainda hoje, ele é CEO da cafeteria, além de coordenar a Schultz Family Foundation (Fundação Família Schultz), instituição filantrópica que gere junto com a esposa, Sheri Schultz.

Os maiores empreendedores brasileiros

A economia brasileira é mais conservadora e imprevisível que a dos Estados Unidos. Por isso, não é infundado dizer que os empreendedores que se destacaram por aqui talvez tenham enfrentado mais dificuldades. Vamos conhecer alguns exemplos:

Antônio Luiz Seabra

Quando surgiu, a Natura funcionava com apenas  pessoas e um fusca. Hoje, devido ao seu conceito de desenvolver cosméticos de forma sustentável, a empresa tem um faturamento mensal milionário e é líder brasileira nesse segmento.

A imagem de respeito ao meio ambiente que a marca transmite faz muita diferença para o seu crescimento, já que o ramo dos cosméticos é constantemente lembrado negativamente por experiências com animais e uso de produtos químicos altamente poluentes.

Antônio Luiz Seabra tem hoje 62 anos e é um dos empresários brasileiros com melhor reputação. A Natura, além do seu conceito de sustentabilidade, é reconhecida por generosos investimentos em arte e cultura.

Samuel Klein

Conhecido por se vestir e conversar de forma simples, você não saberia que esse judeu polonês naturalizado brasileiro é o dono das Casas Bahia se o visse. A vida de Samuel é uma história de superação. Ele perdeu a família num campo de concentração nazista e fugiu para a Alemanha, depois para a Bolívia, chegando ao Brasil no início da década de 50.

Por aqui, começou seus negócios vendendo artigos de cama, mesa e banho para emigrantes nordestinos em São Paulo. O nome da loja que fundou é uma homenagem a esses primeiros clientes.

As Casas Bahia são hoje uma das maiores redes de varejo da América Latina. E Samuel Klein, falecido em 2014, repetiu até seus últimos dias seu lema: “temos que amar o país em que vivemos e crescer junto com ele”.

Alberto Saraiva

A história do fundador da rede de restaurantes de comida árabe Habib’s não foi tão conturbada quanto a de Samuel Klein, mas se parece um pouco com ela. Antônio Saraiva também emigrou para o Brasil, mas ele nasceu em Portugal.

Depois de seu pai ser assassinado, Saraiva herdou uma padaria. A ideia do seu famoso fast food veio quando foi encontrado por um cozinheiro árabe que lhe pediu emprego. Desde então, comida árabe rápida, boa e barata se tornou o modelo de negócio do Habib’s. Hoje, são 421 restaurantes em 20 estados, com mais de 22 mil funcionários no total.

Nada mal para Alberto Saraiva, que queria seguir carreira de Medicina antes de descobrir seu talento para os negócios.

Luiza Helena Trajano

Para você ter uma ideia de como a proprietária do Magazine Luiza foi visionária, ela criou um conceito de “loja virtual” ainda em 1992, quando a internet era desconhecida da grande maioria dos brasileiros.

Luiza herdaria a loja dos tios mais tarde, mas fez questão de começar a trabalhar lá aos 12 anos. Balconista no início, passou por diversas funções. Depois de se tornar proprietária, investiu no microcrédito, o que levou seus produtos a parcelas da população brasileira com poder aquisitivo mais baixo.

Toda vez que perguntam o motivo do seu sucesso, Luiza responde que acredita nos seus funcionários. Não à toa, o Magazine Luiza foi apontado pela revista Forbes como um dos melhores lugares do Brasil para se trabalhar e virou objeto de estudo na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Abílio Diniz

O dono do Grupo Pão de Açúcar costuma ser descrito pelos amigos como uma pessoa paciente e tolerante. Começou a trabalhar na doceria do pai ainda criança. Foi Abílio quem transformou esse comércio humilde na enorme rede de supermercados carioca, e sua dedicação foi tanta que ele desistiu de estudar nos Estados Unidos para ser gerente do supermercado.

Abílio já foi sequestrado e teve que reduzir sua rede a 1/3 do tamanho original, mas contornou todos esses problemas. É um conhecido exemplo de resiliência no meio empresarial. Hoje, encontra um tempinho nos negócios para manter um blog sobre liderança, gestão e empreendedorismo, apenas pelo gosto de ajudar jovens empresários.

E você, já conhecia a história de alguns desses empreendedores? Não deixe de se inspirar também por 8 jovens talentos que também têm feito diferença no empreendedorismo! Também conte para a gente nos comentários qual dessas histórias você achou mais motivadora!

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