Fazer um intercâmbio é parte dos planos de muitos jovens, afinal, quem nunca sonhou em passar um tempo fora do país, conhecer novas culturas, aprender outras línguas e, se possível, dar uma turbinada no currículo? Sem dúvidas, essas e outras experiências enchem os olhos de muita gente, mas nos resta a pergunta: qual seria a hora certa para se fazer um intercâmbio? Quanto dinheiro eu devo guardar para esse investimento?

É nesse momento que a maioria dos jovens se perde e acaba deixando o sonho de lado. Mas, antes de desistir, confira alguns pontos para serem levados em consideração na hora de decidir quando fazer seu intercâmbio.

Antes de mais nada, é preciso saber que preparar uma viagem de intercâmbio requer um planejamento a longo prazo, que exige muita paciência e pesquisa para que a experiência possa se ajustar ao estilo de vida e aos objetivos de cada um.

E o primeiro passo é avaliar se você está preparado para viver fora do país, fazer uma análise sobre a própria maturidade e sua situação emocional. Após isso, aí sim, fica o questionamento: qual o momento certo?

Quais programas existem para fazer um intercâmbio?

High school no exterior

Muitos jovens preferem fazer o high school no exterior enquanto ainda estão na escola. Este tipo de intercâmbio é ideal para quem já está no Ensino Médio ou ainda vai iniciá-lo, tendo a oportunidade de cursar um período do ano letivo em alguma instituição pública ou privada de outro país. Além disso, há o contato com o dia a dia de outra cultura e a possibilidade de ingressar em universidades bem conceituadas no país de destino.

Geralmente, o high school no exterior varia de um semestre a um ano letivo, com as idades dos estudantes variando de 14 a 18 anos. A acomodação normalmente é feita na casa de alguma família local que esteja disposta a receber um intercambista ou em algum alojamento estudantil disponível no programa.

As principais vantagens de se fazer o high school no exterior são o crescimento pessoal, independência e confiança para enfrentar o futuro. Há também a possibilidade de morar em outro país sem atrasar os estudos no Brasil e a imersão na cultura e na língua do país de destino.

Intercâmbio durante o curso superior

Alguns jovens preferem fazer o intercâmbio durante o curso superior, o que pode ser um passo decisivo na sua carreira, não só pela vivência internacional como pelo destaque adicionado ao currículo. 

Normalmente, o período de intercâmbio durante a graduação varia de um a dois semestres letivos, podendo ser maior caso haja interesse em algum curso de línguas antes de ingressar na universidade em si. A hospedagem pode ser oferecida pela própria instituição de ensino em residência estudantil ou em casa de família.

Outra vantagem de estar dentro de uma universidade no exterior é a possibilidade de fazer parte de programas de iniciação científica, projetos de extensão, entre outros. Essas experiências ficarão registradas em seu histórico escolar e certamente serão um diferencial muito importante para estabelecer uma carreira sólida e próspera.

Dependendo de seu objetivo e da área em que se deseja atuar, esse intercâmbio pode acontecer durante os primeiros anos do curso superior ou mais para o final. Não existe uma “época certa”.

A vantagem de se fazer no começo é que, com a experiência do intercâmbio, se torna mais fácil conseguir um estágio no final. Além disso, geralmente temos menos obrigações nessa época, então é possível explorar países e/ou cidades próximas, conhecer outras culturas.

Já quando estamos no final do curso superior, temos mais maturidade e experiência na área. Se seu objetivo é se aprofundar em determinado assunto, entrar em projetos e iniciação científica, talvez seja preferível deixar o intercâmbio para os últimos anos.

Estudar e trabalhar no exterior

Há ainda jovens que preferem aproveitar o período de estudos para trabalhar. De forma geral, este programa é escolhido por quem pretende fazer um curso de idiomas, um curso profissionalizante ou um curso de extensão universitária durante o longo período fora. O trabalho realizado pode ser remunerado ou voluntário.

O tempo mínimo do programa geralmente é de 14 semanas, podendo se estender até a duração do curso em paralelo, do contrato do trabalho e a duração do visto (caso seja necessário). 

Por se tratar de trabalho, a idade mínima para se inscrever é 18 anos e a acomodação pode ser feita em casa de família, em alguma residência providenciada pela instituição, pelo trabalho ou por conta própria. 

Os principais benefícios desse tipo de programa é que a remuneração recebida durante o trabalho (caso seja remunerado) pode te ajudar a custear o curso, a manutenção do dia a dia na comunidade e ainda patrocinar algumas viagens durante as férias e feriados.

Por se tratar de um programa de longa duração, a interação com a cultura local será intensa e, ao retornar para o Brasil, você terá a vantagem de possuir uma experiência profissional e acadêmica em seu currículo.

Quanto dinheiro preciso juntar para fazer um intercâmbio?

Após decidir qual o melhor programa pra você, é necessário saber quanto dinheiro juntar para concluir esse processo. O tempo de duração da viagem, passagens aéreas para o país desejado, possíveis mensalidades e custo do visto são ótimos pontos de partida para começar a pesquisar.

Além disso, vale a pena avaliar a possibilidade de trabalhar por lá (para os programas que possuem essa opção) e também a oportunidade de conseguir uma bolsa de estudos oferecida pelas instituições de destino.

Agora que você já tem uma ideia do quanto vai custar esse sonho, vale a pena começar a fazer aquela poupança e economizar o dinheiro que seria usado para bobagens. Se for possível, começar a trabalhar em algo temporário também é uma ótima ideia para juntar o dinheiro mais rápido.

Como posso me planejar?

Certamente, o sonho de fazer um intercâmbio é algo que encanta muitas pessoas e deve ser levado a sério se você decidir embarcar de cabeça nessa aventura. Pesquise muito, faça planos, converse com quem já foi, pesquise por experiências de outras pessoas nas redes sociais, em fóruns e sites. Procure alimentar as suas motivações e descubra quais cursos e quais países têm mais a ver com você, além de quais as melhores formas de explorar a cultura local.

Pense nessa jornada não só como um passeio de férias, mas sim como um verdadeiro investimento em você, na sua carreira e na sua vida. Mesmo que seja um investimento a longo prazo e que o processo seja árduo e cansativo, cheio de sacrifícios, indubitavelmente o resultado final valerá a pena.

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Guia completo para planejar e organizar a vida de universitário