Entrar na faculdade é primeiro passo para galgar uma carreira de sucesso. O esforço e a dedicação para conseguir a vaga devem agora se transformar numa atitude mais proativa e atenta aos estudos. Uma coisa que você deve pensar muito neste momento é sobre sua participação em sala de aula. É com uma postura interessada que você pode crescer e se preparar para a profissão que escolheu.

Estar na universidade deve implicar uma mudança de comportamento em relação ao Ensino Médio e ao cursinho. O aprendizado vai depender muito mais de como você se portar e se interessar do que aquilo que o professor passar em sala. E o resultado virá dessa posição, dessa nova forma de enxergar o ensino.

Essa consciência de que a universidade exige um aluno mais participativo, envolvido com o conteúdo passado em sala de aula, será determinante para sua formação. A gente te explica como isso acontece e como você pode tirar o melhor da universidade.

Não fique nervoso

Deixar a timidez e um certo nervosismo de lado para formular suas perguntas em voz alta e debater os temas das aulas com seus professores e colegas é saudável e ajuda tanto na construção do conhecimento como na fixação do conteúdo. Lembre-se de que todos os seus colegas (e também os professores!) são aprendizes como você — e ninguém tem obrigação de saber a matéria antes de ela ser trabalhada.

Não seja passivo

Assuma as rédeas da construção do seu próprio conhecimento — você está na universidade e é isso que se espera de um aluno do ensino superior. A autonomia de ação e pensamento são algumas das maiores conquistas de quem ingressa na faculdade e é preciso dar valor e usar essa liberdade a seu favor.

Você não precisa concordar com os autores trabalhados pelos professores, por exemplo, e aceitar a teoria sem antes refletir sobre ela. Caso se depare com um posicionamento que você não considere acertado, faça valer sua voz e seu pensamento.

Desenvolva sua oratória

Debater em sala de aula, defendendo o seu ponto de vista, é um ótimo exercício para a retórica, a arte do discurso. Ao longo do curso superior, você deverá desenvolver essa habilidade, já que falar bem e explicitar de forma eficiente sua linha de raciocínio será fundamental para conquistar um lugar de destaque no mercado de trabalho — e isso é válido para qualquer área em que você atue.

Além disso, treinar a oratória em aulas regulares também ajuda muito na própria faculdade. Por exemplo, na hora de apresentar seminários, e até na defesa de trabalhos para bancas avaliadoras — alguns cursos requerem um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que deve ser apresentado para especialistas da área. Melhor já ir treinando em falar em público desde o comecinho do curso.

Questione seus professores

Assim como acontece em relação à teoria, nem sempre você vai concordar totalmente com as opiniões e posições dos seus professores. Quando isso acontecer, faça sua crítica e questionamento e posicione-se. Pode ser que você não consiga fazê-lo mudar de ideia, mas o simples fato de se colocar na discussão já é válido e positivo.  

Mas lembre-se: exercitar a capacidade crítica é bastante diferente de bater boca. A troca de argumentos deve ser feita baseada na razão e no respeito mútuo entre alunos e professores. Assim, ela é enriquecedora para qualquer aula e realizada dentro dos limites da ética das relações.

Estabeleça relações interdisciplinares

Se durante uma explicação de determinado tema você se lembrar de outra matéria com um assunto afim, como outro autor que falou sobre o assunto e o professor não tenha trabalhado, levante a questão, estabelecendo um diálogo entre os conteúdos que você aprendeu.

Essa é uma maneira bem produtiva de participação na aulas, pois formar ligações desse tipo entre as disciplinas facilita o aprendizado e reforça as duas matérias envolvidas.

Ouça seus colegas

Não é só falando sem parar que você participa da aula. Durante um debate acerca da matéria, é preciso procurar entender o posicionamento de seus colegas e de seus professores – até mesmo para concordar ou discordar deles, se for o caso. E isso só é possível se você parar para ouvi-los.

O exercício de escutar e compreender a fala do outro só trará benefícios e enriquecerá o seu conhecimento. Faça o teste e você verá como essa postura faz bem!

Tire todas as suas dúvidas

Tente manter sempre em mente o fato de que não existe pergunta boba. Qualquer questionamento é válido, mesmo que a dúvida possa parecer muito básica frente à sala. O importante é nunca deixar a aula sem ter compreendido bem o que foi trabalhado. Aproveite o conteúdo em sua totalidade – além de contribuir para o seu conhecimento, isso ajuda muito na hora de estudar para provas e exames.

Anote suas perguntas

Existem professores, principalmente os mais tradicionalistas e rígidos, que não gostam de ser interrompidos pelos alunos durante a explicação da matéria, mesmo no ensino superior. Se esse for o caso de algum de seus mestres, preste bastante atenção à explanação e crie o hábito de anotar palavras-chave das suas dúvidas no caderno ou em uma folha de papel avulsa, para não esquecer.

Normalmente, as respostas a esses questionamentos são dadas ao longo da aula, mas, se sobrar alguma pergunta sem ter sido respondida, não hesite em fazê-la antes do fim do horário. O importante é não sair da aula ainda sem compreender a matéria.

Compartilhe experiências

Como você viu, a universidade é um local aberto ao debate, e, dependendo do tema que estiver sendo trabalhado, é bacana trazer uma história pessoal ou profissional que possa enriquecer o conteúdo ou exemplificar a matéria.

Suponhamos que você já esteja fazendo um estágio e o conteúdo da aula faça alusão a alguma situação que você tenha visto no trabalho. Trazer essa parte prática ajuda a compreender melhor a teoria – e você ainda ajuda seus colegas!

Mas antes de contar seus casos, pense se ele realmente tem a ver com o assunto e se irá agregar valor à aula. Contar histórias só para passar o tempo da aula pode não ser uma boa ideia, certo?

E aí, gostou deste material? Ainda tem dúvidas e quer saber mais sobre a vida universitária? Confira estas 7 dicas para não começar a vida acadêmica com o pé esquerdo!

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