Um dos movimentos sociais que mais ganhou proeminência nos últimos anos foi o da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

Leis e decisões judiciais como o casamento civil igualitário, a utilização do nome social e o reconhecimento de direitos previdenciários para casais homoafetivos, garantiram avanços recentes para esses grupos, apesar de ainda haver muito a se conquistar.

Você sabe quais são as lições que podemos aprender com essa causa? O que o movimento LGBT trouxe de bom para a sociedade brasileira? Acompanhe:

1. Movimento LGBT e o ensino do respeito à diversidade

Um dos principais avanços trazidos pelo movimento LGBT no Brasil e no mundo é em relação ao respeito à pluralidade. Essa talvez seja a principal mensagem: respeitar o próximo, ainda que ele seja diferente de você.

Isso significa que ninguém precisa ter uma orientação sexual homoafetiva ou não se identificar com seu próprio sexo para entender, respeitar e ter empatia por esses grupos.

Essa é uma máxima que se aplica às mais variadas situações: no ambiente de trabalho, relacionamentos interpessoais, ambientes educacionais, etc.

É preciso enxergar e entender a diversidade como uma boa qualidade, algo que traz aprendizado, dinamismo, progresso e novas reflexões.

2. Não julgar pela aparência é imprescindível

Por mais que nossa sociedade esteja cada vez mais consumista, visando à exposição da própria imagem nas redes sociais e supervalorizando a individualidade, é preciso se atentar para o fato de que a aparência diz pouco sobre uma pessoa.

A forma como ela se veste, se cuida e se porta socialmente não reflete, necessariamente, seu caráter, dignidade e outros valores morais socialmente importantes.

Por que então julgar alguém pela aparência? O movimento LGBT nos ensina a lidar melhor com isso. Se alguém não se encaixa nos padrões sociais que consideramos “normais”, isso não quer dizer que essas são pessoas que precisam ser corrigidas. Pelo contrário, elas têm muito a ensinar!

3. A necessidade de manter sua mente constantemente aberta

Essa lição pode ser aplicada em diversos campos de nossa vida.

Assim como o movimento LGBT ensina a aceitar novos estilos de vida e conceitos de família, também devemos ter a mesma atitude em relação a pautas mais progressistas, como a criminalização da homofobia, da mesma forma que acontece com o racismo.

Por mais que você não concorde com essas temáticas, ainda assim é possível dialogar com seus defensores, entender sua relevância para certos segmentos da população e exercitar a empatia por eles.

Esse é um exercício que devemos colocar em prática diariamente, já que, mantendo a mente aberta, temos muito a ganhar por meio de discussões mais ricas e diversas.

4. Reconhecimento das qualidades de uma pessoa pelo que ela faz

Assim como a cor da pele de alguém não reflete suas características pessoais e morais, a orientação sexual e de gênero também não é motivo para preconceito.

É preciso reconhecer as qualidades de uma pessoa por suas ações, sua ética de trabalho, suas atitudes como amigo, irmão, filho, etc. Nesse sentido, o movimento LGBT veio reforçar a necessidade de valorizar a personalidade e as atitudes de uma pessoa, não seu exterior.

Justamente por essas razões, esse é um movimento que celebra a diversidade, seja sexual, de gênero, racial e até mesmo etária.

5. Saber que a homofobia mata

Não são poucos os homicídios motivados por homofobia no país. De acordo com dados divulgados no final de 2016 pela ONG Transgender Europe, o Brasil é campeão mundial nos crimes contra a população LGBT.  

A presença marcante da violência na nossa atual sociedade não implica que esses crimes não ocorriam antes, mas sim que hoje há uma maior divulgação sobre essas motivações para crimes, e inclusive, uma comoção pública maior.

Ainda assim, não há aprovação de uma legislação voltada para a garantia da inserção das pessoas LGBT no país, que também carece de estatísticas oficiais sobre o número de crimes homofóbicos cometidos a cada ano. 

6. Os países mais avançados também caminham nesse sentido

Pare por alguns minutos para refletir sobre aqueles lugares que você considera mais desenvolvidos, como países nórdicos, Dinamarca, Suíça, Alemanha e até mesmo Estados Unidos (que legalizaram a união civil homoafetiva em 2015).

Todos esses países possuem legislações que aceitam, igualam direitos e proíbem a discriminação de cidadãos LGBT. São nações que encontraram a solução para o progresso social, muitas vezes por meio da educação, igualdade econômica e, porque não, igualdade sexual e de gênero.

Muitas pessoas que ainda resistem a esse tipo de avanço social, no Brasil, o fazem por razões religiosas, morais, medo de serem rotuladas como homossexuais ou até mesmo por desconhecimento.

No entanto, basta uma análise desse cenário internacional para perceber que os movimentos LGBT não estão na contramão do progresso. Ao contrário, cada vez mais países têm caminhado no sentido de atender as demandas destes grupos.

7. Nem sempre direitos são conquistados por meio da política

Essa é uma lição importante, que vários outros movimentos sociais podem aproveitar em suas lutas cotidianas, no Brasil e no exterior.

Por mais que se elejam deputados, vereadores, governadores, presidentes e outros cargos políticos, nem sempre essas pessoas implementam efetivos progressos sociais, como a garantia de direitos e oportunidade iguais para a população LGBT.

Por essa razão, várias ações bem-sucedidas desse movimento se deram em outras esferas de poder, como nos tribunais.

Como a Constituição Federal mencionava o casamento civil como sendo unicamente entre um homem e uma mulher, provocou-se o Poder Judiciário, em suas várias instâncias, até que o STF reconhecesse a legalidade da união homoafetiva em 2011.

O mesmo ocorre com as frentes de sensibilização nas ruas e redes sociais. Por meio de incentivos às paradas LGBT no Brasil, de campanhas online de orgulho gay, entre outras ações, essas pessoas ganharam mais espaço na mídia e nos tópicos nacionais de discussão popular.

Atitudes como essas garantem mais visibilidade da população LGBT, que passa a ser retratada em novelas, séries, literatura, música, entre outros setores relevantes de representação social.

E você? Apoia os avanços decorrentes do movimento LGBT? Compartilhe então este post nas suas redes sociais e ajude a espalhar essas notícia! 

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