A cada dia que passa, mais empresas se tornam globais, construindo relações com diversos países e até mesmo abrindo filiais fora de suas fronteiras de origem. As multinacionais chegaram para ficar e, dentro desse contexto, o mercado de trabalho também sofreu mudanças, principalmente no que se refere às qualificações exigidas dos profissionais.

Entre essas exigências, uma das mais solicitadas nos tempos atuais é a fluência em um segundo — ou até mesmo terceiro! — idioma. Se você ainda têm dúvidas se estudar um idioma estrangeiro pode fazer alguma diferença na hora de enfrentar o mercado de trabalho, não deixe de ler esse post!

Por que é importante ter uma segunda língua

Todo o processo de estreitamento de relações internacionais e a hiperconectividade entre pessoas de diferentes origens, associado ao aumento da competitividade no mercado de trabalho, fez com que dominar uma segunda língua deixasse de ser um bom diferencial para se tornar, em muitos casos, essencial na hora de conquistar uma oportunidade profissional.

Até mesmo em vagas de trabalho consideradas mais simples, como garçom ou atendente de loja, saber falar outro idioma pode representar um salário mais polpudo no final do mês. Dependendo do cargo, ter essa qualificação pode elevar o seu salário em até 60%!

Ao dominar pelo menos uma língua estrangeira, além de ganhos salariais maiores, as chances de conquistar uma vaga aumentam bastante. O percentual de chance de contratação para quem domina o inglês, por exemplo, é cerca de 50% maior do que quem não passa do “the book is on the table”. Para outras línguas, o percentual não é tão alto, mas, ainda assim, significativo: 25% mais de chances para os que falam espanhol ou francês.

Qual é a diferença da segunda língua na construção da carreira

Pelo tópico acima, já deve ter ficado claro para você o quanto é importante dominar um segundo idioma no currículo na hora de conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho, não é mesmo? Mas e para a construção e planejamento de uma carreira profissional sólida? Isso faz diferença?

Infelizmente (ou felizmente?), o português não é uma língua comum mundo afora. Poucos países do globo têm o nosso idioma materno como sua língua nativa também. Isso pode acabar restringindo as suas possibilidades de carreira só ao Brasil ou a essas poucas nações.

Outro ponto a ser considerado é que muitas empresas, especialmente as multinacionais ou as que trabalham com acordos internacionais de negócios, exigem que seus colaboradores façam viagens ao exterior a trabalho ou até mesmo trabalhem por algum tempo em uma filial mundo afora. E, nesses casos, é impossível enviar alguém que não saiba se comunicar em outra língua; por isso, a falta dessa competência acaba por também impedir que você cresça dentro da companhia. Por outro lado, caso você seja fera em comunicar-se em outro idioma, pode acabar se tornando peça-chave e indispensável para a empresa que trabalha.

Ao dominar uma segunda língua, você também aumenta consideravelmente o seu networking profissional, já que poderá se comunicar com pessoas estrangeiras que atuam na mesma área que você. Além de aumentar o seu conhecimento, conhecer essas pessoas pode, inclusive, lhe render boas indicações de trabalho e carreira.

Até mesmo para quem pensa em empreender e abrir seu próprio negócio, falar um outro idioma é quase um pré-requisito. Você poderá ampliar seus horizontes empreendedores, realizar parcerias internacionais e prospectar clientes estrangeiros. Mesmo se seu sonho for abrir um food truck, por exemplo. Quem garante que não haverão clientes de diferentes nacionalidades ávidos por provar o menu oferecido por você? Já imaginou a surpresa deles ao serem atendidos em sua língua natal? Um grande diferencial para o seu negócio, não é mesmo?

Qual idioma estudar?

Se você ainda não tem domínio sobre nenhum outro idioma além do português, é bastante recomendável que você comece pelo inglês. Isso porque ele é considerado o “idioma universal”.

Transações comerciais e empresariais, publicações de nível internacional, relações de comércio exterior: tudo isso é realizado em inglês. Ao dominá-lo, você poderá fazer contato com profissionais do mundo todo, independentemente de seus países de origem. Ele é a língua dos negócios e, por isso, é imprescindível aprendê-la.

Por outro lado, se você tem dificuldades em aprender idiomas, pode começar pelo espanhol. Falado por 406 milhões de pessoas no mundo todo, ele tem uma importância relativamente grande, principalmente em nosso continente. No Mercosul — acordo de livre comércio da América Latina —, diversas relações empresariais são realizadas nesse idioma.

Além disso, uma das grandes vantagens de começar a aprender uma nova língua pelo espanhol é a sua similaridade com o português, o que torna tudo mais fácil. Mas atenção: são idiomas diferentes. Resista à tentação de achar que, por ser de origem latina, assim como o português, você já sabe falar espanhol “instintivamente” ou depois de assistir a meia dúzia de aulas. Não há nada mais constrangedor do que falar “portunhol” em uma reunião de negócios.

Por fim, outra opção que pode ser interessante no intuito de se tornar uma pessoa bilíngue é o francês. Também de origem latina, o que pode facilitar um pouco sua vida, o francês é falado por 74 milhões de pessoas no mundo. Antes da popularização do inglês, ele era considerado a língua franca internacional, o idioma comum, com o qual as pessoas de diferentes nacionalidade se comunicavam.

O francês também tem sido bastante exigido em algumas empresas multinacionais, em função de suas parcerias com companhias francesas, as quais, conhecidamente, não têm o costume de comunicar-se em idioma que não seja o seu.

E então? Ficou claro para você o quanto é importante dominar uma segunda língua a fim de se destacar no mercado de trabalho? Escolha o idioma que você acha mais importante para a carreira que deseja seguir ou o que lhe pareça mais interessante e mãos à obra! Você com certeza não irá se arrepender!

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