A crescente preocupação dos brasileiros com a saúde e qualidade de vida não é novidade. Com isso, a procura por atividades físicas vem aumentando, e a conscientização sobre a importância de manter o corpo em movimento segue na mesma mão.

Nos últimos anos, esse cenário ficou ainda mais favorável — e os incentivos ganharam mais um gás. Os principais motivos foram o recebimento, em nosso país, da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016. Tudo isso contribuiu para que a procura pelas atividades físicas e pelos esportes aumentasse — seja para a prática amadora ou com aspiração profissional.

Esse panorama, junto ao crescente reconhecimento do profissional de fisioterapia e a ampliação das suas áreas de atuação tornaram a fisioterapia esportiva um segmento em constante expansão. O investimento em pesquisas é grande e novas tecnologias aumentam o sucesso dos tratamentos. Logo, a procura por profissionais com formação de excelência é cada vez maior.

A ampliação dessa área já é uma realidade plenamente constatada. Quer saber mais? Continue a leitura e entenda quais são as razões desse fenômeno:

Megaeventos esportivos: impactos positivos

Os megaeventos esportivos são capazes de produzir grande impacto e deixar legados para as cidades que os sediam. No caso do Brasil, por mais que o recebimento da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 trouxesse receios e dúvidas por parte da população (em relação ao correto destino de verbas, investimentos, etc), também apresentou saldos positivos.

Pode-se citar, por exemplo, o investimento em instalações para a prática de esportes, políticas públicas governamentais voltadas para o incentivo e formação de atletas, além da grande visibilidade promovida pelos meios de comunicação. Indiretamente, esses fatos fomentaram a pesquisa científica, a formação e a especialização de profissionais como educadores físicos, fisioterapeutas, fisiologistas e gestores esportivos.

Programas e políticas de incentivo

Uma das ações de aproveitamento do legado dos Jogos Olímpicos é a Rede Nacional de Treinamento, de iniciativa do Ministério dos Esportes. Numa parceria entre governo federal, estados e municípios, a Rede foi instituída pela Lei 12.395, de 2011. O programa pretende interligar as diversas estruturas esportivas de todo o país, investindo no aprimoramento e intercâmbio de técnicos, gestores e outros profissionais do esporte. Para isso, o trabalho se apoia na aplicação do conhecimento científico esportivo para a formação dos atletas.

O objetivo da Rede é possibilitar um caminho para o atleta, desde o seu início na modalidade, até alcançar performance de alto rendimento. Assim, é possível reconhecer talentos e oferecer estrutura adequada para toda a sua trajetória — até chegar ao treinamento de atletas e equipes olímpicas / paraolímpicas.

Seguindo no mesmo sentido, a criação da Lei do Esporte permite que empresas patrocinem atletas e equipes por meio de incentivos fiscais. Com isso, os investimentos nos atletas têm possibilidades ampliadas e mais recursos para aplicar em toda a estrutura de equipamentos que um treino demanda.

Crescimento da fisioterapia esportiva

Toda essa mobilização em torno dos esportes incentiva o aumento do número de praticantes e, por consequência, também fomenta a cadeia de profissionais que atuam no segmento. Dentre eles, destaca-se o profissional da fisioterapia esportiva — de extrema importância para o trabalho de prevenção de lesões e recuperação dos atletas.

A fisioterapia tem diversos campos de estudo e sua principal linha de atuação é na reabilitação de pacientes com lesões físicas. O profissional pode atuar em áreas como ortopedia, neurologia e saúde respiratória.

As pesquisas no setor da saúde, por adquirirem cada vez mais um caráter de interdisciplinaridade, evidenciaram a importância do trabalho do fisioterapeuta. Com isso, junto ao desenvolvimento de pesquisas, especializações e tecnologias, outras áreas promissoras foram surgindo, como é o caso da fisioterapia esportiva.

Em um cenário favorável à formação de atletas de alto rendimento, junto aos incentivos em todas as esferas — principalmente das políticas públicas do governo e patrocínios privados — a fisioterapia esportiva vem ganhando destaque e demandando profissionais com excelência na sua formação.

Particularidades do trabalho do fisioterapeuta esportivo

O fisioterapeuta esportivo atua no tratamento de lesões decorrentes da prática de esportes. Um jogador de vôlei, por exemplo, vai ter demandas físicas inerentes a essa prática. Por isso, estará mais predisposto a determinados tipos de lesões, típicas dos esforços exigidos por tal esporte.

Sejam os atletas amadores ou profissionais, os praticantes se expõem a um alto risco lesões. Principalmente em esportes de alto rendimento, nos quais o desgaste físico, as repetições e a sobrecarga estão sempre presentes. Como os esportistas ainda são submetidos a calendários de competições, o fator tempo influencia bastante no trabalho da fisioterapia esportiva.

Além de atuar na recuperação, o fisioterapeuta esportivo ainda tem um papel fundamental na orientação adequada para a prevenção de lesões durante os treinos e no acompanhamento constante para evitar as reincidências.

Capacitação e continuidade de estudos

O curso de graduação em Fisioterapia é o primeiro passo para a formação do profissional. É a partir dele que se inicia qualquer capacitação sólida para atuar na área. A graduação oferece embasamento teórico e prático para o aprendizado, bem como a oportunidade de participar de laboratórios e fazer estágios.

Dentre as principais disciplinas do curso de Fisioterapia, destacam-se:

  • Anatomia;
  • Citologia e Histologia;
  • Biomecânica;
  • Fisiologia;
  • Cinesiologia;
  • Avaliação;
  • Recursos Terapêuticos.

É muito importante que o fisioterapeuta tenha uma formação continuada. Pode-se atuar como generalista ou buscar especializações, para direcionar o trabalho a um nicho específico.

Áreas de estudo da fisioterapia esportiva

No caso da fisioterapia esportiva, é fundamental que o profissional esteja sempre atualizado com pesquisas e técnicas de tratamento. Seja por meio dos estudos, leituras ou participação em congressos e seminários, o fisioterapeuta deve buscar novas informações e acompanhar as mudanças. No caso específico de uma especialização, as disciplinas podem variar de acordo com o curso, mas, basicamente, abordam:

  • Fisiologia do exercício
  • Diagnóstico/tratamento clínico/cirúrgico de lesões articulares
  • Fisioterapia no esporte
  • Lesões esportivas: fisiopatologia e prevenção
  • Lesão e etapas da reparação dos tecidos
  • Propriocepção na fase final do tratamento
  • Métodos especiais: terapias manuais, kinesio tape e spiral tape
  • Abordagem do atleta paraolímpico

O mercado da fisioterapia esportiva, mesmo nesse ótimo momento, exige muita capacitação. Portanto, é fundamental que o fisioterapeuta se dedique, continuamente, a uma formação sólida e em instituições reconhecidas.

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