Em tempos de crise, as empresas se tornam ainda mais exigentes na busca por bons colaboradores. Isso porque os processos de contratação e manutenção dos seus funcionários são caros — calcula-se que o gasto anual de cada colaborador para a empresa chegue ao triplo do seu salário! Num cenário de retenção de gastos, é importante que isso seja feito da maneira mais assertiva possível, para minimizar erros e custos desnecessários.

Para quem está tentando se inserir no mercado de trabalho, isso significa que, além da competição, que se tornado cada vez maior, o cenário de crise econômica faz com que seja ainda mais importante investir em qualificação profissional.

Para entender mais a fundo a importância da formação em tempos de crise, acompanhe o texto de hoje e tenha a certeza de estar fazendo a melhor escolha para garantir sucesso na sua carreira! Vem com a gente!

Como a crise está afetando as empresas no país?

Você com certeza já ouviu falar diversas vezes sobre a crise econômica brasileira, e seus efeitos já se fazem sentir. Além da percepção geral sobre a crise, existem também dados concretos que indicam os impactos desse momento no nosso país. Você sabia que a recessão econômica que estamos atravessando tem contribuído para:

…falir milhares de empresas em 2015?

Conforme um levantamento da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), no período de janeiro a junho foram abertas cerca de 232 mil empresas e, dessas, 191 mil encerraram seus registros nas juntas comerciais do país. Comparativamente, cerca de 82% das companhias tiveram seus trabalhos encerrados, ao passo que em 2000 o mesmo índice era próximo de 20%.

Ainda que outros fatores possam estar presentes nesse fenômeno — como o aumento da facilidade para fechamento de empresas desde 2014 — percebe-se, ainda assim, uma inversão total dos índices, o que já é bastante preocupante.

…recuar significativamente o setor industrial no principal polo de riqueza nacional?

Conforme dados do IBGE de 2015, a indústria do estado de São Paulo retrocedeu cerca de 13% no mês de setembro do ano citado, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

É válido lembrar o quanto esse índice pode ser prejudicial para o crescimento econômico brasileiro. A região representa o maior polo econômico e industrial do hemisfério sul, tendo um PIB superior a países como a Argentina, além de ser o estado mais populoso do Brasil e concentrar cerca de 24% do total de instituições de educação superior no país. É por isso que uma grande parcela dos graduandos brasileiros já convive com uma realidade econômica dura e disputada.

…estimar aumento da retração da economia brasileira em 2016?

Instituições financeiras sugerem retração do PIB de 1,43% para 1,51%. Além disso, é esperada uma redução de 7% na produção industrial.

No mercado de trabalho, o impacto de todas essas questões pode ser sentido no aumento do índice de demissões, na queda nas vendas e na produção de bens e serviços.

Além do mercado econômico e empresarial brasileiro, a crise financeira tem repercutido também na vida pessoal dos brasileiros. Em um levantamento feito pelo instituto Data Popular com pouco mais de 2 mil brasileiros, quase 90% dos entrevistados afirmam mudança de hábitos em função da retração da economia, levando inclusive a corte de gastos com supermercado e lazer.

Como está o mercado de trabalho durante a crise?

Impactos negativos na economia e no desenvolvimento empresarial refletem diretamente no mercado de trabalho. Em 2014, o índice de desemprego no país alcançou uma taxa de 6,8%. A partir de 2016, é sugerida uma tendência de crescimento dessa taxa, chegando a cerca de 7,3% em 2017, conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A crise global também se reflete no mercado de trabalho mundial. Em apenas 6 anos (desde 2008, quando a crise financeira mundial teve início), houve um crescimento de 15% da taxa de desemprego mundial — de 170 milhões (em 2008) para 201 milhões de pessoas desempregadas em 2014. Acredita-se também que nos próximos 4 anos o desemprego aumente ainda mais, alcançando números próximos a 8 milhões de pessoas desempregadas.

Tempos de crise acabam obrigando as pessoas a se estabelecerem em subempregos e empregos informais, aumentam os riscos sociais e econômicos, pioram a qualidade dos empregos, fazem com que as empresas e o governo adiem os investimentos e, ainda mais importante, afetam drasticamente a vida profissional dos mais jovens, devido ao maior esforço da categoria para se inserir no mercado de trabalho.

Que tipo de profissional as empresas estão buscando?

Em tempos de crise, as companhias exigem ainda mais de seus profissionais.  Os candidatos devem estar preparados para seleções mais criteriosas. Para permanecerem nas empresas, mais que nunca é preciso demonstrar:

Maior produtividade

Trazer bons resultados de forma eficiente demonstra que você está mais preparado que outros profissionais para lidar com as demandas corporativas.

Alto desempenho profissional

Além de produzir em maior quantidade, fazer isso com alta qualidade sugere maior capacitação profissional. Você não será visto como um gasto desnecessário para a empresa, e sim como um investimento.

Vontade de crescer junto com a empresa

Manter perspectivas de crescimento e estar sempre atualizado são formas de impressionar positivamente seus superiores.

Boa administração do tempo

Saber gerenciar sua rotina de afazeres demonstra habilidades de organização e liderança, características extremamente valiosas para as empresas.

Capacidade de tomar boas decisões

Saber julgar e avaliar suas ações de forma sensata e objetiva demonstra segurança, o que mantém seus superiores mais confiantes em relação ao seu trabalho.

Agilidade na resolução de problemas

Lidar com problemas de forma efetiva, rápida e mantendo baixos níveis de estresse são características essenciais no ambiente empresarial.

Boa comunicação

Saber falar em público e conseguir comunicar-se bem em um ambiente corporativo expressa confiança e sabedoria.

Boa reputação

Manter uma boa imagem no ambiente corporativo com superiores, colegas e outros funcionários favorece a sua estabilidade dentro da empresa e cria boas impressões profissionais.

Responsabilidade

Encarar os seus erros de frente, buscar soluções para eles, respeitar as regras e os horários e contribuir para o bom desempenho de suas funções é uma maneira de ser reconhecido. Além disso, essas atitudes também valorizam e mantêm sua posição em relação a de outros funcionários.

Conhecimento

Apresentar uma bagagem teórica e prática por meio de formação superior, qualificação, cursos de atualização, especialização  e outros são maneiras de mostrar à empresa que você se preocupa com o aprendizado. Isso o ajuda a desempenhar sua função com maior proficiência e experiência, o que é extremamente interessante para o crescimento da companhia.

Por que um curso superior pode fazer toda a diferença?

Você já ouviu falar que a educação é o único investimento com retorno garantido? Isso pode soar clichê, mas é a mais pura verdade e existem dados que comprovam essa afirmação. Confira alguns deles:

Remuneração média

Conforme um levantamento divulgado em 2015 pela Folha de São Paulo na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, a remuneração média aumenta de maneira diretamente proporcional ao nível de escolaridade — ou seja, quanto mais qualificado é um profissional, maior será o seu salário. Segundo dados descritivos, cerca de 39,6% dos trabalhadores com ensino médio completo recebem até 1,5 salário mínimo e 48,3% recebem entre 1,5 e 4 salários. Em contrapartida, 9% dos empregados com ensino superior completo recebem até 1,5 salários, enquanto as maiores porcentagens ocupam os salários mais elevados (37,6% recebendo de 1,5 a 4 salários e 33,9% de 4 a 10 salários). 

Outra pesquisa realizada com ex-alunos de mais de 100 cursos no país e divulgada em 2015 pela Universidade Estácio de Sá revela que carreiras nos cursos de Administração e Ciências Contábeis propiciam um aumento de 100% no salário. A média geral de outras áreas o aumento é um pouco mais baixa, mas não deixar de ser impressionante: quase 60%!

O Brasil e o resto do mundo

O Brasil é um dos países em que o diploma do ensino superior pode ter mais impacto na renda do profissional, como foi divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Essa informação leva em consideração também países como EUA, China, Rússia, Turquia, Japão, Israel, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Chile, México, Índia, África do Sul, Argentina, Arábia Saudita, Indonésia e diversos países da Europa.

Para deixar isso mais claro, vamos falar em números: nesses países, uma pessoa graduada esperaria ganhar pouco mais de 50% do que alguém que só tenha completado o ensino médio. No Brasil, esse índice aumenta para cerca de 150%!

Geração de empregos

A maior oferta de empregos para pessoas com curso superior também é um bom motivo para fazer faculdade. De acordo com o Cadastro Central de Empresas (Cempre), a busca por candidatos com grau universitário tem aumentado bastante. A porcentagem de funcionários com nível superior nas companhias subiu em 8,5% no ano de 2013 (comparado a 2010), enquanto a contratação de funcionários com escolaridade inferior aumentou somente 4,4%.

Outra pesquisa sob o mesmo enfoque, divulgada em 2015 pela Universidade Estácio de Sá, demonstrou que o índice médio de empregabilidade dos profissionais com formação superior é de cerca de 78% depois de um ano de obtenção do diploma. Em outras áreas, como Tecnologia da Informação e Gestão, essa taxa chega a 90%.

Amadurecimento e qualificação profissional

O contato com a universidade é fundamental para aperfeiçoar o seu perfil profissional e desenvolver as habilidades necessárias a uma carreira de sucesso. Mais do que o conhecimento técnico, fazer uma faculdade vai permitir que você desenvolva um maior grau de dedicação, responsabilidade, iniciativa e trabalho em equipe, além de te colocar em contato com profissionais da sua área, o que te permite trabalhar seu network. Todas essas características são diferenciais que fazem com que um profissional seja muito valorizado pelas empresas.

Diferencial competitivo em tempos de crise

Segundo informações do Jornal Valor Econômico, o número de matrículas das instituições privadas de ensino superior no Brasil caiu cerca de 30% no segundo semestre de 2015. Dentre os motivos apontados estão a diminuição de ofertas do Programa de Financiamento Estudantil, o Fies, e a crise econômica enfrentada pelo país.

Em especial para estudantes que precisam se manter durante o curso, essa pode ser realmente uma questão delicada. Porém, é preciso pensar nos benefícios que resultam dessa situação: uma menor quantidade de alunos entrando na universidade significa um crescimento menor de pessoas capacitadas que irão competir com você.

Assim, vale a pena aproveitar o momento em que muitas pessoas estão indo no caminho contrário e procurar maneiras de conciliar o investimento com a faculdade e suas outras despesas para garantir dias melhores no futuro a partir do curso superior.

Retorno do investimento na educação superior

O levantamento da Universidade Estácio de Sá em 2015 indicou que o retorno financeiro do investimento em cursos superiores ocorre, em média, depois de cerca de 25 meses. Imagine conseguir depois de dois anos de formado, além de boas oportunidades e posições profissionais, manter melhores condições financeiras e lucros rápidos e efetivos sobre o seu investimento?

E as vantagens não param por aí: quanto maior é o grau de qualificação e formação após a educação superior, maiores serão os benefícios pessoais, financeiros e profissionais!

Benefícios emocionais de um curso superior

Além de todas as vantagens no campo profissional e acadêmico que já citamos aqui, como o aumento do salário e a ascensão na carreira, o curso superior também propicia diversos benefícios pessoais. Entre eles, podemos citar o aumento do autoconhecimento e da realização pessoal, da autoestima, da sensação de pertencimento social, da confiança, da força de vontade e da coragem para enfrentar as dificuldades que você vai encontrar na sua caminhada.

Quais profissões são as mais requisitadas mesmo com a crise?

É certo que as demandas profissionais tendem a mudar de tempos em tempos, em função das novas tecnologias, do progresso da ciência, das alterações culturais e sociais e das necessidades e exigências do mercado de bens e serviços no país.

No cenário de crise — não só apesar de como em decorrência dela —, algumas das profissões mais requisitadas em 2016 envolvem carreiras com funções relacionadas ao controle de ética e gestão corporativa. Dentre elas, podemos citar:

  • o profissional de Compliance e Controles Internos;

  • o controller, analista de Recursos Humanos;

  • o gestor de Recursos Humanos;

  • o profissional de Governança Corporativa;

  • e o gerente de desenvolvimento de negócios.

Outras profissões em alta dizem respeito aos setores do Agronegócio, de Geração de Energia, do Supply Chain, da Arquitetura de Soluções, das Mídias Sociais, da Ciência de Dados, da Engenharia de Big Data e de Desenvolvimento Mobile.

Outras estimativas sugerem que, até 2020, profissões relacionadas à Gestão (Tecnologia da Informação, Recursos Humanos e Marketing), Produção (Pesquisa e Desenvolvimento, Engenharia e Meio Ambiente) e Biotecnologia serão amplamente requisitadas pelo mercado de trabalho. Por isso, não fique de fora e corra já para garantir melhores vagas e colocações no futuro!

Como planejar sua carreira

Aprender, observar e planejar

O primeiro passo para fazer um planejamento de carreira é entender o cenário econômico e social. Analisar a situação das empresas e verificar como estão os índices de contratação permite ao profissional tomar uma decisão mais informada e com mais clareza sobre o seu futuro.

Fazer uma autoavaliação

Em segundo lugar, é importante conhecer suas expectativas, anseios, habilidades e limitações, de forma a compreender como você pode contribuir com o mercado de trabalho e conhecer em que área profissional o seu perfil se encaixa melhor. Para isso, é importante fazer uma autoavaliação, que permite a si próprio reforçar seus argumentos para conquistar uma posição ideal e compatível às suas necessidades.

Ter compromisso e esforço

Ter disciplina para saber planejar seus estudos, definir metas e prazos é fundamental para alcançar seus objetivos acadêmicos e profissionais. Além disso, é preciso se dedicar diariamente à leitura, prática e compreensão de ideias. Não basta fazer o planejamento: é preciso se comprometer com ele e se esforçar para segui-lo.

Conquistar as empresas

Além do estudo diário, é preciso foco para atrair as empresas e sobressair na longa lista de candidatos. Para isso, é fundamental montar um bom currículo e demonstrar esforço e paixão pelo que faz. Uma boa maneira de fazer isso é se manter atualizado, realizando cursos, por exemplo. Nas seleções de empregos, tenha um discurso inteligente e mostre que está por dentro do ambiente corporativo para agarrar mais facilmente o cargo dos seus sonhos.

Como escolher a faculdade ideal?

É claro que o empenho e o diploma, apesar de serem importantes, não são por si só garantias de melhores condições no mercado de trabalho. Outros fatores podem influenciar nisso, como o tipo de curso e faculdade frequentados.

Por isso, é importante escolher uma faculdade cuja metodologia de ensino seja condizente com a sua maneira de aprender e que tenha qualidade e foco em crescimentos. Para acertar nessa escolha, é preciso tomar alguns cuidados:

Conhecer a instituição e o curso

Descubra quais instituições oferecem o curso do seu interesse e pesquise sobre elas. Procure saber mais também sobre a referência do curso e, se possível, conheça o espaço físico da universidade, suas instalações e infraestrutura. Se isso não for possível, acesso o site da faculdade, converse com estudantes atuais e já formados da instituição e a acompanhe pelas redes sociais e outros canais.

Verificar a avaliação do curso

A avaliação do curso escolhido pode pesar bastante na hora de ingressar no mercado de trabalho. Assim, confira sempre se ele é autorizado e reconhecido pelo MEC e qual é sua nota de avaliação com o órgão.

Conhecer o corpo docente e discente

Procure saber mais sobre a qualificação dos docentes que compõem o curso e sobre os alunos e ex-alunos — confira se eles têm uma formação acadêmica sólida e confiável e como está sua posição no mercado. Avaliando a trajetória profissional dos ex-alunos e a capacitação dos profissionais à frente do curso, é possível saber se a instituição preza por um bom ensino.

Saber quanto vai investir

Um bom planejamento financeiro ajuda a fugir de surpresas desagradáveis e evitar que você tenha até mesmo que abandonar o curso. Por isso, procure saber sobre as mensalidades, possibilidades de bolsas de ensino ou financiamento e outras facilidades para arcar com os gastos estudantis.

Considerar a localização

A localização da faculdade também deve pesar na sua escolha, pois ela impacta diretamente na sua qualidade de vida enquanto você estiver estudando. Saiba onde a instituição está localizada, se o acesso é fácil e quais são suas opções de transporte público para chegar até lá.

A crise econômica torna ainda mais necessária a busca por qualificação profissional. Tempos de recessão nos incentivam a desenvolver nossas habilidades e criar alternativas competitivas. Por isso, é justamente nesses períodos que devemos nos empenhar a fazer faculdade, para garantir melhores possibilidades de atuação no mercado de trabalho.

A educação superior é uma excelente maneira de se ajustar ao período de crise, pois, além de permitir que o futuro profissional desenvolva os diferenciais que vão fazer com que ele se destaque, o graduando também convive com professores que já tiveram um contato com o mercado de trabalho, inclusive em outros períodos de crise. Assim, esses profissionais podem orientar melhor os estudantes em relação a como lidar com o contexto atual.

Nesse post, falamos sobre as exigências do mercado de trabalho, as profissões mais requisitadas nos próximos anos, como planejar seu curso superior, como buscar por instituições de excelência e o que fazer para superar o retrocesso econômico e lidar com a realidade do país. Esperamos que, depois dessa leitura, esteja mais fácil definir seus objetivos e correr atrás de um bom curso para lutar por melhores condições na sua vida pessoal e profissional. Arregace as mangas e caminhe rumo ao sucesso!

Agora que você já sabe porque a graduação é tão importante em tempos de crise, que tal contar para a gente quais são os seus planos profissionais? Deixe um comentário!

 

Guia completo para planejar e organizar a vida de universitário