A área de Engenharia está entre as mais valorizadas do Brasil, perdendo apenas para a Medicina, 1ª do ranking. O salário para um engenheiro de petróleo, por exemplo, pode chegar até R$ 60 mil reais em cargos de gestão ou gerenciamento.

No entanto, diferentemente de outras profissões, o estudante encontra muita dificuldade em decidir exatamente por onde seguir, já que existem cerca de 34 tipos de Engenharias em todas as regiões do país. E apenas gostar de Matemática não é um requisito para seguir nessa área, que apresenta diversas características próprias.

O estudante pode escolher entre áreas mais comuns, como Engenharia Civil, Ambiental e Química, ou áreas totalmente inovadoras, como a de Horticultura, a Cartográfica e a Aeronáutica.

De acordo com a revista Exame, a Engenharia Elétrica e a Engenharia Eletrônica são as 3ª colocadas no ranking das mais bem remuneradas em todo o país. Os salários atrativos e as dezenas de oportunidades no mercado de trabalho têm levado os estudantes para essas profissões.

Mas cada uma dessas profissões conta com particularidades que é preciso conhecer antes de tomar uma decisão. Você sabe quais são as principais diferenças entre os cursos? Tire as suas dúvidas no nosso post!

As semelhanças entre as duas

É importante entender primeiro o que a Engenharia Elétrica e a Engenharia Eletrônica têm em comum, já que não é difícil confundir essas profissões. Muitas universidades até mesmo as classificam em uma categoria única por conta do foco de atuação estar ligado à área eletrônica. Porém, não conhecer bem cada uma delas é um erro que pode comprometer o futuro de estudantes que ainda não ingressaram em uma graduação.

Além de estarem no mesmo ranking de remuneração, ambas as áreas contam com salários iniciais muito parecidos: cerca de R$ 3.060, segundo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de São Paulo. Elas também oferecem diversas oportunidades em todas as regiões do país e não apresentam altos índices de desemprego há quase 10 anos.

Quando se fala das graduações, os estudantes vão se preparar para lidar com a área de tecnologia e com equipamentos eletrônicos, e é aí que estão concentradas as principais diferenças entre essas profissões.

O que faz um engenheiro elétrico e o que faz um engenheiro eletrônico

De maneira geral, as Engenharias Eletrônica e Elétrica estudam o uso da energia elétrica e de seus circuitos eletrônicos na elaboração de produtos, como eletrodomésticos, sistemas automáticos e aparelhos de telefonia.

No entanto, enquanto o engenheiro eletricista se dedica às redes elétricas e circuitos, à automação na criação de componentes para telefonias e na projeção de usinas de produção de energia e hidrelétricas, o engenheiro eletrônico cuida de equipamentos mais delicados, de pequenas amplitudes e frequências elevadas, considerados de baixa tensão. Essa carreira é voltada para a projeção dos aparelhos eletrônicos e o seu processo de manutenção.

A graduação para cada profissão

Os cursos de graduação para Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica duram em média 12 semestres (ou seja, um mínimo de 5 anos) na maioria das universidades.

No início, os estudantes são apresentados a matérias generalistas para todas as áreas da Engenharia, com foco voltado para as disciplinas de Ciências Exatas, como Geometria, Matemática, Física e Química. Muitas delas também estão relacionadas ao curso de Computação, como o desenvolvimento de hardwares e softwares e estrutura de dados.

No curso de Engenharia Eletrônica, o estudante estudará matérias específicas como sistemas digitais, programação, sistemas analógicos, eletromagnetismo, potências, organização de computadores e mecânica dos fluídos. Já em Engenharia Elétrica, o foco está nos sistemas de energia elétrica, sistemas de controle, telecomunicações, processamento de sinais e eletrônica de potência

O mercado de trabalho para a Engenharia Elétrica

O mercado de trabalho para os engenheiros eletricistas está aquecido, pois esse profissional é essencial para o funcionamento de qualquer estabelecimento.

Como já adiantamos na introdução do nosso artigo, a profissão é a 3ª mais bem remunerada dentre as Engenharias e oferece oportunidades em áreas distintas, como grandes obras, expansão de setores de telecomunicação e investimentos em energias renováveis, na instalação de cataventos para a captação de energia eólica ou painéis de energia solar.

As empresas que mais procuram esses profissionais são as usinas, para a elaboração de plantas de indústrias de geração de energia; as operadoras de comunicação móvel, na construção de sistemas de telefonia e transmissão de dados; as indústrias de fabricação de sistemas elétricos; as companhias de energia elétrica, que buscam melhorar a sua capacidade produtiva; as construtoras e também os órgãos públicos, como os parques tecnológicos.

A Engenharia Elétrica é uma das profissões mais bem pagas do Brasil, com salários iniciais acima dos R$ 3 mil. Um analista pode ganhar até R$ 3.270,74 e um coordenador de engenharia, R$ 8.160. Na área de Tecnologia da Informação (TI), um CIO tem salário entre R$ 26,5 mil a R$ 40 mil. Já para um gerente de Serviços e operações, os valores variam de R$ 15,5 mil até R$ 23 mil.

O mercado de trabalho para a Engenharia Eletrônica

De acordo com o site de empregos e recrutamento Catho, a média salarial inicial para a área de Engenharia Eletrônica fica em torno de R$ 4 mil. O mercado de trabalho para o engenheiro eletrônico está em expansão nos últimos anos, com salário médio de R$ 10 mil a R$ 20 mil.

O avanço da tecnologia permitiu que, além das áreas tradicionais como criação de sistemas e equipamentos eletrônicos, esses profissionais pudessem atuar em área extremamente promissoras como a microeletrônica e a nanotecnologia. A maior oferta de vagas ainda está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, com oportunidades de trabalho em empresas privadas, setores da construção naval, química e de petróleo e gás.

As indústrias e setores de desenvolvimento de equipamentos eletrônicos e de telecomunicações são as que mais contratam. Mesmo assim, para quem deseja atuar em empresas de projeções, transmissões de sinais de comunicação, hospitais e até mesmo na área acadêmica, como institutos de pesquisa e universidades, há muitas vagas disponíveis e a tendência é que até 2020 o setor se abra ainda mais.

Se durante a infância você tinha um espírito inovador e sempre se interessou por tecnologia, pelo funcionamento de computadores e aparelhos eletrodomésticos, então a Engenharia é a área certa para você. O mercado está em expansão e oportunidades não faltarão após a formatura!

E então, conseguiu entender as diferenças entre essas profissões promissoras? Ficou com alguma dúvida? Compartilhe com a gente nos comentários!

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