O Brasil é o país mais empreendedor do mundo. Isso porque pelo menos três em cada dez brasileiros, entre 18 e 64 anos, têm uma empresa ou estão envolvidos na criação de um empreendimento. Os dados são da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), feita no Brasil pelo Sebrae. Se antes os empreendedores surgiam pela pura necessidade, que se dava pela baixa qualificação ou falta de vagas de emprego, hoje as melhores oportunidades e mudanças na estrutura do mercado de trabalho estão motivando cada vez mais pessoas a tirarem as suas ideias inovadoras do papel.

Muitas delas acreditam que ser um empreendedor é apenas ter uma grande ideia. Porém, é preciso trabalho duro e visão estratégica para transformar sonhos em um negócio promissor. Empreender é utilizar a sua experiência de vida, suas habilidades e, principalmente, as suas competências para explorar todas as oportunidades do mercado e criar novos serviços.

Durante esse processo, uma formação empreendedora, adquirida ainda na universidade, pode ser uma grande aliada. Descubra como no post de hoje!

Panorama do empreendedorismo no Brasil

A palavra “empreendedorismo” começou a ganhar força no Brasil com a criação de micros e pequenas empresas no setor de serviços, que passaram a ser a principal fonte de geração de renda e impulsionar o crescimento econômico do país.

Sua solidificação se deu mais recentemente com os avanços da tecnologia, que motivaram a criação de empresas com outro perfil, com foco no consumidor físico, e também no que navega pela internet. São os e-commerces, as agências de produção de conteúdo online, os blogs que se transformam em negócios, e assim por diante.

Abrir uma empresa no Brasil, assim, deixou de ser uma ação motivada apenas pela necessidade de encontrar melhores oportunidade de trabalho para se tornar um estilo de vida para pessoas que desejam promover a mudança por meio de suas ideias inovadoras.

O ensino de empreendedorismo na graduação

O incentivo à formação empreendedora no ensino superior é um fator para que o Brasil se mantenha na liderança do ranking mundial, na frente até mesmo dos Estados Unidos. A educação é capaz de potencializar e estreitar caminhos para criar novos negócios. E as universidades estão investindo nisso.

De acordo com a pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras, feita pela Endeavor e pelo Sebrae com mais de 5 mil estudantes, apenas 14,1% dos entrevistados se dedicam a uma formação empreendedora. 40% desse total se diz bastante confiante com o sucesso do seu negócio nos próximos anos. Esses dados mostram que o incentivo ao empreendedorismo nas universidades é capaz de preparar e motivar estudantes para gerir a sua empresa ou startup logo após a formação.

Cursos como Administração, Ciências Contábeis e Economia já oferecem disciplinas com esse posicionamento, mas outras áreas — como é o caso de Marketing, Comunicação, Tecnologia e Design — estão se destacando por trazer uma abordagem inovadora, com o intuito de preparar os seus estudantes, jovens da Geração Y, para um futuro diferente do que se apresentava há alguns anos, em que o modelo trabalhista moldava os seus profissionais para ingressar em uma grande empresa e se dedicar exclusivamente a ela após a graduação.

Melhores caminhos para a formação empreendedora

Universidades no exterior já contam com cursos e especializações de empreendedorismo. No Brasil, as primeiras iniciativas de aulas sobre como empreender surgiram em 1981, em uma universidade de São Paulo, mas até hoje ainda não há uma graduação específica para a área. Por isso é importante que os estudantes investiguem a metodologia e abordagem que os cursos universitários trazem, caso desejem seguir como empreendedores, após a conclusão da faculdade.

Os principais preceitos desse tipo de formação partem, principalmente, de educadores que preparem esses estudantes para os desafios do mercado de trabalho e para as novas possibilidades que cada profissão pode trazer. Na área de tecnologia, por exemplo, as startups são o grande destaque atualmente, com movimentação de quase 2 bilhões de reais somente no Brasil.

Os cursos de Engenharia de Computação, por exemplo, já preparam jovens com pouco dinheiro e muita criatividade para criarem aplicativos e softwares que possam mudar a vida dos seus usuários e se tornem um sucesso. Muitas das maiores empresas do mundo, como o Facebook e a Apple, começaram com esse modelo de negócio.

Outras características estimuladas em uma formação empreendedora são a criatividade, para desenvolver ideias que ainda não foram colocadas em prática; a visão de mercado; estratégias de divulgação, marketing (principalmente o digital) e publicidade; riscos comuns a serem enfrentados; possíveis gastos financeiros e a gestão de qualidade de um negócio. Até mesmo o estímulo ao aprendizado de outros idiomas facilita a comunicação entre futuros empreendedores do mundo inteiro e amplia as possibilidades de que eles consigam investimentos e atinjam um público também fora do Brasil.

Quando o empreendedor já tem uma bagagem de conhecimento nesses aspectos o caminho se torna muito mais fácil. Por isso, profissionais de áreas como administração, tecnologia e marketing, por exemplo, são os que mais têm se destacado como empreendedores.

Importância da formação empreendedora

Desenvolver uma visão empreendedora nos estudantes não é apenas uma forma de fazê-los abrir um negócio, mas também de desenvolver um comportamento diferencial em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, no qual as empresas estão dando preferência aos profissionais inovadores, com capacidade de promover mudanças significativas no mundo e se tornarem líderes globais.

É claro que as universidades não têm uma receita pronta para o sucesso, nem podem garantir que os seus estudantes faturem milhões de reais com as suas ideias. O mais importante na formação empreendedora é a sua capacidade de preparar futuros profissionais a assumirem riscos e descobrirem que existem centenas de novas possibilidades no mercado, seja na sua área de graduação ou em outros ambientes.

O mundo está mudando e encontrar faculdades que tragam uma abordagem voltada ao futuro é um grande passo para o sucesso na carreira profissional, seja como empreendedor ou não.

E você, sonha em se tornar um empreendedor no futuro? Como a sua graduação está ajudando nesse caminho? Compartilhe com a gente nos comentários!

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