O empreendedorismo está mesmo em alta. A cada dia que passa, mais e mais pessoas têm se lançado ao mundo dos negócios, criando e recriando ideias inovadoras e desenvolvendo produtos ou serviços. Muita gente quer se tornar um empreendedor e planeja ter o seu próprio negócio — e essa tendência tem sido observada em pessoas cada vez mais jovens!

No post de hoje, contaremos a história de 3 jovens empreendedores que tiveram ideias pra lá de inovadoras e abriram suas próprias empresas antes mesmo de completarem 15 anos de idade. Continue a leitura e saiba mais sobre essas crianças prodígio do mundo dos negócios!

3 jovens empreendedores para inspirar você

Henry Patterson

Esse pequeno britânico é considerado por muitos especialistas no assunto como um prodígio do mundo empreendedor. Aos 9 anos, Henry já abriu 3 empresas, sendo considerado o mais jovem empreendedor do planeta!

Tudo começou quando Henry tinha apenas 7 anos e começou a vender adubos no site de vendas e-Bay. Posteriormente, investiu na revenda de produtos de brechó, ganhando um bom dinheiro com isso. Mas foi recentemente, aos 9 anos, que Henry criou seu empreendimento mais brilhante, com a ajuda de sua mãe.

Juntos, eles tiveram a ideia de abrir uma empresa de venda de doces pela internet, a Not Before Tea (Não Antes do Chá, em tradução livre). A empresa se tornou um sucesso dias depois do lançamento. A meta de vendas estimada para o primeiro mês de funcionamento foi batida em apenas uma semana!

Henry faz questão de acompanhar de perto tudo referente à sua loja. Foi ele mesmo quem criou o logotipo da empresa e as estratégias de marketing e vendas da companhia. Doces com aparência de lama, vermes e alienígenas fazem parte do escopo da empresa.

Além disso, Henry, baseado em sua experiência de não gostar de escovar os dentes após comer doces, criou embalagens que vêm com canetas e adesivos para os doces vendidos na Not Before Tea. Segundo ele, esses “brindes” podem ser oferecidos como recompensa para crianças que limpam os dentes após se deleitarem com seus doces. Menino esperto, não?

A ousadia de Henry é realmente impressionante. Abrir um novo negócio é uma possibilidade que dá medo até mesmo em pessoas muito mais experientes. Mas observe que dois dos negócios abertos por Henry e com grande sucesso têm a mesma característica: eles vendem produtos que atendem necessidades básicas do mercado.

Além disso, o garoto usou sua própria realidade e preferências — a falta de vontade de escovar os dentes depois de comer doces e ideia de oferecer produtos não convencionais — para se identificar com seu público infantil e adolescente, criar um apelo e mostrar um diferencial.

Mas se engana quem pensa que Henry se acomodou. Ele diz que investirá na Not Before Tea até os 16 anos. Depois disso, quer se dedicar a outros negócios, entre eles, investir em seu sonho: tornar-se um cineasta! Para isso, ele guarda 5% de tudo que recebe. Garoto de futuro, esse Henry!

Shuban Banerjee

“Como os cegos leem?”. Essa pergunta instigou o jovem belga de origem indiana, Shuban Banerjee, de apenas 13 anos, a fazer uma pesquisa no Google sobre o método de leitura para cegos: o sistema braile. Em sua pesquisa, Shuban também descobriu que impressoras em braile (já existentes) custam em torno de 2 mil dólares, e que mais de 90% de todos os cegos e deficientes visuais do mundo (que somam 270 milhões de pessoas) vivem em países subdesenvolvidos.

Preocupado com o difícil acesso desse grande número de pessoas a impressoras em braile devido ao seu alto custo, Shuban decidiu investir seu tempo livre durante as férias de verão para criar o protótipo de um modelo mais barata. Para isso, ele utilizou — pasme! — peças de um kit de Lego e seu pouco conhecimento em programação Java. Para sua surpresa, no fim do verão o protótipo já estava pronto e funcionando perfeitamente bem.

Depois de participar da feira de ciências da escola com a sua invenção, a impressora de Shuban tornou-se um fenômeno e ele foi convidado para diversos eventos de jovens inventores e empreendedores. O pai, animado com o sucesso da invenção do filho, investiu 35 mil dólares do próprio bolso para a criação de um novo protótipo.

Deu tão certo que Shuban resolveu criar a empresa Braigo Labs, para poder comercializar de fato o seu invento. Por ser jovem demais para assinar documentos legais, a Braigo tem como CEO a mãe de Shuban e como diretor principal o seu pai. A ideia do garoto é tão promissora que a Intel, gigante da área de informática, investiu dinheiro na Braigo, tornando Shuban o empreendedor mais jovem do mundo a receber o chamado capital de risco.

A empresa do menino já conta com 10 funcionários, que trabalham arduamente no desenvolvimento e aprimoramento dos protótipos, e a meta é que, até o final de 2016, 20 a 25 impressoras da Braigo sejam produzidas. Elas serão leves, baratas (menos de 500 dólares) e poderão ser carregadas dentro da mochila. Com ela, pessoas cegas poderão imprimir e-mails, mensagens e, no futuro, até livros, de onde estiverem e a partir de qualquer dispositivo móvel.

E como tudo isso começou? Com um sonho. Sim, você acompanhou a história e pode perceber que a atitude de Shuban tem 3 elementos fundamentais para o sucesso dos empreendedores: a sensibilidade para perceber uma necessidade do mercado, o desejo de transformar essa realidade e, principalmente, uma grande dose de iniciativa que o levou a fazer seu objetivo se tornar realidade.

Essa iniciativa teve um preço pessoal para o menino — chegar ao resultado que ele queria custou muitas horas de pesquisa e, como já foi dito, abrir mão de suas férias de verão. Como todo grande empreendedor, ele não quis ser apenas mais um. Sua ousadia e capacidade de utilizar os recursos que já tinha foi capaz de chamar a atenção de quem tinha os meios necessários para concretizar seu ideal.

Outro ponto interessante é que Shuban não desperdiçou a oportunidade que teve para divulgar sua invenção. Ele poderia ter se empenhado menos, por se tratar de uma exposição local, ou ter escondido sua ideia, por medo de que ela fosse copiada. No entanto, não foi isso que aconteceu. O garoto realmente fez o que era necessário para alavancar seu sonho, e o resultado foi a chance de viabilizar seu projeto.

“Acredito que minha ideia foi uma forma de ajudar a sociedade”, diz Shuban. Alguém duvida?

Davi Braga

Se engana quem pensa que os jovens empreendedores só nascem e vivem em países muito desenvolvidos. Aqui mesmo, no Brasil, temos um exemplo maravilhoso de empreendedor jovem e de sucesso: Davi Braga.

Com apenas 13 anos, o garoto alagoano teve a ideia de criar um aplicativo que melhorasse a comunicação entre pais e empresas de material escolar, por meio da utilização de uma plataforma online. A ideia surgiu ao Davi presenciar a confusão da mãe, dona de uma papelaria, para organizar e entregar corretamente pedidos de material escolar durante o período de volta às aulas.

O aplicativo criado pelo garoto apresenta uma lista para o cliente, que seleciona os materiais escolares de que necessita. A ferramenta encaminha a lista para a empresa parceira, que entrega todos os materiais solicitados diretamente na casa do cliente.

O garoto sempre teve formação empreendedora em casa. O pai é investidor-anjo e a mãe, empresária. Mas se você acha que eles são sócios de Davi em sua startup de sucesso, engana-se. O menino buscou jovens como ele para a sociedade, e hoje, é parceiro de 3 pessoas, com 19, 21 e 23 anos.

Davi acertou em cheio ao não segurar as rédeas da empresa sozinho. Criar parcerias com outras pessoas é uma ótima estratégia para ter vários pontos de vista a respeito de um mesmo problema.

Por mais que sócios sejam alinhados com um objetivo, quando pessoas diferentes se deparam com uma situação, geralmente a análise daquele momento, das dificuldades e necessidades se torna mais abrangente devido às experiências e fatores observados por cada um.

Além disso, se há mais de uma cabeça pensando, a chance de encontrar uma quantidade maior de soluções também aumenta.

Outro ponto importante é a questão da idade dos parceiros de Davi. Ao contrário do que as pessoas pensam, apesar de ser importante ter mentores e conselheiros mais experientes, jovens até 30 anos costumam ser muito bem-sucedidos como empreendedores.

Nessa idade, com uma longa perspectiva de vida pela frente e sem as pressões comuns aos mais velhos, como família, filhos e casamento, eles sabem que têm tempo para errar, aprender e arriscar. Ser empreendedor significa correr o risco de ganhar de acordo com seus resultados, e eles têm a disposição e o cenário perfeito para isso.

Apesar de investidores-anjo já terem demonstrado interesse em investir no empreendimento de Davi, ele é categórico: só abrirá a startup para investimentos externos quando a estrutura estiver pronta para atender o Brasil inteiro. É isso que se pode chamar de visão empreendedora, não é mesmo?

E a opção de Davi faz muito sentido. Ao escolher aperfeiçoar sua estrutura antes de aceitar investimentos, ele mostra que tem a noção exata de que um negócio bem-sucedido precisa de planejamento e de uma estratégia de implementação sólida.

Dicas para se tornar um jovem empreendedor

Depois de conhecer as histórias de três empreendedores tão jovens, talvez você se pergunte: ainda tenho chance de apostar em um negócio próprio? Será que eu tenho as habilidades necessárias para ser um empreendedor? Como eu posso me lançar no mercado e garantir a realização pessoal e profissional?

Se você tem essas dúvidas, não perca nossas dicas baseadas nessas e nos conselhos de outros empreendedores de sucesso:

Procure fazer o que gosta

Quem abre um negócio em sua área de maior interesse tem mais chance de sucesso do que empreendedores que buscam apenas o lucro, sem terem identificação com o setor. Quem ama o que faz trabalha com excelência, e o resultado é um nível de qualidade que encanta os clientes.

Prepare-se para o mercado

Não pense que gostar da área é suficiente. Busque informação — como esse setor se comporta, quem serão os concorrentes, que diferenciais você pode oferecer. Pesquise para fazer da melhor forma, superar as expectativas dos clientes e se destacar no mercado.

Busque parceiros

Ninguém é um profissional completo. Enquanto alguns são ótimos para ter ideias brilhantes, outros podem ser mais eficientes em realizá-las ou em administrar os recursos disponíveis. Escolha sócios ou parceiros que tenham habilidades que complementam as suas.

Planeje

Tenha uma visão clara de onde quer chegar e, para alcançá-la, crie planos de ações para o negócio. Logicamente, algumas situações vão exigir que esse planejamento seja revisto e corrigido, sempre buscando as melhores alternativas para alcançar os objetivos estabelecidos inicialmente.

Procure uma formação empreendedora

A visão empreendedora vai muito além do preparo para abrir uma empresa. Ela está ligada a ter um comportamento diferenciado, pronto a atender às demandas do mercado de trabalho competitivo de hoje.

Esse tipo de formação prepara profissionais inovadores, que entendem que é necessário assumir riscos; capazes de assumir a liderança; e conscientes de que o mercado oferece novas oportunidades a cada dia.

Assuma riscos

Ninguém tem a receita mágica do sucesso, e empreender significa arriscar. Sem essa atitude, não há inovação, resultado e crescimento. Mas é preciso diferenciar “correr riscos” de “correr perigo”. Quem se coloca em perigo é o sonhador desinformado, que se lança no mercado sem qualquer preparo.

Aquele que faz a lição de casa — ou seja, que investe em se preparar adequadamente, pesquisa, obtém informações sobre seu produto, sonda as tendências e possibilidades do mercado e cria estratégias para conquistar e manter seus clientes — mostra que tem capacidade para tomar decisões complexas, mas com risco calculado. Esse está no caminho certo!

Avalie e corrija a rota

Quando erros acontecem e as coisas não tomam o rumo esperado, alguns desistem, enquanto outros avaliam a situação, identificam o que precisa ser mudado ou aperfeiçoado e alcançam o sucesso. Não pense que suas ideias estão sempre corretas. Analise os resultados para decidir o que precisa mudar.

Evolua sempre

O mercado está sempre mudando, e o empreendedor que não vai à frente em seu setor inevitavelmente vê seu negócio declinar. A oferta de produtos e serviços atualmente é muito grande.

Então, o cliente só se mantém interessado quando a empresa inova e cria soluções em que ele nem tinha pensado ainda. A inovação de hoje será obsoleta amanhã. Faça cursos, estude seu mercado, ouça seus clientes. Só não pare de evoluir.

Gostou de saber a histórias desses 3 jovens empreendedores? Então leia também nosso artigo que fala sobre a possibilidade de obter uma formação empreendedora na faculdade!

Imagem: Shuban Banerjee. Fonte: bit.ly/672.ref 

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