Após uma disputa acirrada pela presidência dos Estados Unidos com a candidata democrata Hillary Clinton, o republicano Donald Trump saiu vitorioso. Com a notícia, o mundo todo começou a se perguntar sobre as consequências dessa vitória. Não foi diferente aqui no Brasil.

Afinal, o que a eleição de Trump impacta no nosso país? Será que as medidas tomadas nas terras americanas vão afetar muito nossa economia e nossa educação?

Para entender melhor os impactos da posse do novo presidente, preparamos o post de hoje com tudo que você precisa saber sobre o que esperar para os próximos anos no nosso cenário econômico, político e educacional. Confira!

Quem é Donald Trump

Donald Trump é o candidato republicano que, durante sua campanha, teve um discurso mais conservador e foi acusado inúmeras vezes de ter posicionamentos polêmicos em relação às minorias sociais. Trump está ingressando agora na carreira política e sua trajetória profissional está relacionada ao empreendedorismo financeiro. Ele é o típico magnata dos negócios e já apresentou um reality show na TV americana.

O posicionamento de Trump em relação ao Brasil é bastante paradoxal: ora afirma que o comércio entre os dois países tem favorecido o Brasil e isso precisa ser mudado, ora diz que a aliança EUA–Brasil deve ser ampliada.

Mas a dúvida persiste. Como essa vitória impacta nosso país?

Economia e comércio

O discurso de Trump durante toda sua candidatura foi bastante protecionista em relação à economia americana. Na prática, isso quer dizer que o presidente eleito pretende tomar todas as medidas necessárias para proteger a economia americana. Dessa forma, os produtos importados de outros países, como do Brasil, perdem espaço a fim de garantir os empregos dos americanos.

Os Estados Unidos são, atualmente, um dos países para o qual o Brasil mais exporta. Grande parte dos lucros brasileiros são oriundos das transações comerciais e financeiras estabelecidas com os americanos, principalmente por meio da exportação de produtos manufaturados.

Com as possíveis medidas de limitação do livre comércio entre os países, o Brasil sai perdendo. Ainda que seja difícil dimensionar números exatos, a diminuição desse comércio é arrasadora para a economia brasileira.

Imigração

As propostas de Trump em relação à imigração é clara: deportar imigrantes ilegais e reforçar a segurança das fronteiras para evitar a entrada dessas pessoas. Acontece que boa parte dos mais de 1 milhão de brasileiros que vivem nos Estados Unidos estão ilegais. Segundo o presidente eleito, os imigrantes ilegais não ficarão desprotegidos, embora o que se espera é uma ação incisiva do presidente eleito em relação a essas pessoas.

A ordem da vez é proteger empregos dos americanos, ou seja, evitar que estrangeiros assumam posições de trabalho no lugar dos nativos. Para isso, serão esperadas políticas que dificultem a entrada e permanência de imigrantes, inclusive brasileiros, em território americano.

Ainda que de forma legal, com a desculpa de que os latinos tomam os empregos e oportunidades dos americanos, a entrada de brasileiros nos Estados Unidos será dificultada.

Se antes havia uma negociação para diminuir a burocracia e facilitar o trânsito de pessoas entre Brasil e Estados Unidos, esse cenário agora vai mudar. Conseguir vistos para entrar no país, seja para estudo ou trabalho, deve ficar muito mais difícil. Nesse sentido, as medidas de Trump tendem a dificultar a circulação de pessoas entre os dois países.

Intolerância

O discurso de Trump foi inúmeras vezes considerado xenófobo, ou seja, intolerante em relação a outras etnias e povos. Disfarçado pela desculpa de proteger a economia americana, as falas do presidente apontavam para uma relação nada amistosa entre os americanos e os demais povos do globo, principalmente com o Oriente, África e América Latina.

Esse tipo de postura incentiva a intolerância e o desrespeito aos imigrantes. Existe, portanto, um clima de tensão social e de desconfiança de como os Estados Unidos vão tratar e acolher os estrangeiros. O preconceito racial e a intolerância religiosa, principalmente, serão grandes preocupações para os próximos anos.

Educação

A educação brasileira já vem passando por uma série de transformações desde que o governo de Michel Temer assumiu a Presidência da República. Propostas de reforma do ensino médio e projetos de emenda constitucional como a PEC 241/55 são exemplos dessa transformação nos rumos da nossa educação.

Somam-se a essas medidas internas os impactos diretos da eleição de Trump nos Estados Unidos. O primeiro impacto vem da própria transformação da economia. Com as políticas protecionistas que reduzem a importação dos nossos produtos, nossa economia sofre nos números. Menos dinheiro nos cofres do governo e de empresas é sinônimo de corte de verbas e incentivos em áreas como a educação.

Ao fragilizar a economia, as consequências atingem as salas de aula: menos dinheiro para investir e subsidiar os estudos dos brasileiros. Além disso, com a economia fragilizada é mais difícil para estudantes conseguirem empregos e pagar a mensalidade da faculdade, por exemplo.

O controle mais incisivo da imigração poderá dificultar, e muito, quem deseja fazer um intercâmbio para trabalhar ou estudar nos Estados Unidos. Os estudantes que pretendem realizar um intercâmbio na América do Norte poderão enfrentar uma burocracia feita exclusivamente para barrar as entradas.

Intercâmbios são ótimos para expandir o currículo, aumentar o conhecimento e amadurecer profissionalmente. É uma experiência única na formação dos estudantes. Isso sem falar no aprendizado de uma nova língua.

Dificultar o intercâmbio de estudantes, então, compromete as possibilidades de crescimento e desenvolvimento dos futuros profissionais brasileiros. Minar as oportunidades de intercâmbio para os Estados Unidos é privar os estudantes de ter contato com a cultura, mercado e conhecimentos de produção de uma das maiores economias globais.

Para além das questões econômicas e burocráticas, o clima de aversão aos estrangeiros que pode crescer com Trump na presidência também desestabiliza as possibilidades de circulação e intercâmbio entre os países.

Todas essas previsões para a relação entre Brasil e Estados Unidos e as consequências para a educação só poderão ser confirmadas com a posse do presidente eleito. O cenário político e econômico mundial está passando por grandes mudanças, e o campo da educação não ficará imune às transformações.

Por fazermos parte de um mundo globalizado e conectado, com a eleição de Trump, a educação brasileira poderá ser afetada, desde a quantidade de verba disponível para ser investida nas salas de aula até as oportunidades criadas de estudo e trabalho para estudantes tanto aqui, quanto nas terras americanas.

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