Você já pensou em cursar uma graduação de Jornalismo? Provavelmente, esse é um dos cursos que mais te ajuda a compreender o contexto político do Brasil, especialmente se você tem interesse por atualidades e pelas relações de poder em jogo no país.

São diversos os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Quer saber mais informações sobre as habilidades e os temas desenvolvidos no Jornalismo? Confira a seguir:

Diferentes formas de atuação

Primeiramente, uma das formas pelas quais o curso de Jornalismo contribui para o sucesso na carreira do aluno é o fato de que ele não te prepara apenas para uma profissão.

Na própria área, existem diferentes carreiras a serem seguidas, e elas determinam também sua relação com os fatos e os mais variados contextos políticos. O aluno pode vir a se tornar um repórter investigativo, por exemplo.

Sua principal função no dia a dia profissional será ir além daquela camada superficial dos acontecimentos, para verificar a fundo motivos ocultos e relações desconhecidas pelo público, além de desvendar escândalos ou outros tipos de fatos que têm potencial para mudar a percepção do público.

Além disso, é possível atuar em outra frente, junto a órgãos governamentais, empresas e até mesmo auxiliando indivíduos, como assessor de imprensa.

Esses profissionais visam, por outro lado, controlar a percepção do público em favor de seus clientes, apresentar suas melhores facetas e aprimorar a forma com que essas entidades se relacionam com a sociedade.

Necessidade de compreensão da sociedade

Para colocar todas essas formas de atuação em prática, nada mais apropriado do que analisar profundamente os mais diferentes contextos sociais e políticos. Para agir em seu dia a dia, é preciso entender a complexidade dos jogos de poder e dos múltiplos interesses envolvidos em cada cenário.

Por essa razão, o curso de graduação em Jornalismo visa preparar o aluno para lidar com diversas áreas do conhecimento. Existem profissionais especializados em matérias econômicas, crítica cultural, direito e relações políticas.

Cada uma dessas temáticas pode ser compreendida por meio de análises críticas, conversas com especialistas e outras fontes eventualmente necessárias.

O trabalho do jornalista ainda vai além disso, por meio da tradução de todas essas informações, que geralmente são mais técnicas ou específicas, para uma versão que o público possa melhor compreender.

Deve-se ainda pensar no público-alvo dessas notícias, já que ele é cada vez mais segmentado com a multiplicação das mídias e das formas de consumo de notícia (smartphones, redes sociais, portais, tablets, diferentes semanários e impressos, etc.).

Interesse público pela realidade dos fatos

É inegável que há um interesse público na realidade dos fatos. Essa associação da profissão do jornalista a um serviço de quase necessidade pública faz com que a profissão seja mais importante do que nunca.

Especificamente no que diz respeito ao contexto político, a percepção pública é muito moldada pelas formas com as quais o Jornalismo reporta as notícias, edita relatos e apresenta os fatos.

Na época das manifestações de junho de 2013, por exemplo, havia diferentes portais de notícia cobrindo as mesmas manifestações, mas com perspectivas distintas, inclusive em relação aos depoimentos e relatos que efetivamente se tornaram públicos.

Há, no entanto, um interesse público pelo funcionamento democrático, saudável e transparente da sociedade.

Nesse contexto, o Jornalismo dá ao povo informações necessárias para uma participação no processo democrático não apenas durante as eleições, por meio da cobertura de campanhas eleitorais, mas também durante os mandatos.

Quando há uma imprensa livre e mais democrática, instituições estatais e governos têm mais chances de serem descreditados em ações indevidas, corrupção, erros administrativos e outros tipos de negligência.

Responsabilidade na apuração

A graduação em Jornalismo também prepara esses profissionais para que haja responsabilidade na apuração de fatos do dia a dia político do país.

Entre outras medidas, isso envolve a utilização de fontes confiáveis e a averiguação dos mais diferentes lados de uma mesma história, bem como a paciência na formulação das teorias centrais de cada reportagem.

Um filme que retrata bem essa necessidade de cuidado e de responsabilidade na apuração dos fatos é Conspiração e Poder, de 2016, com Cate Blanchett e Robert Redford.

A obra demonstra como uma reportagem pode ser enviesada por alguns erros de investigação aparentemente mínimos, mas que comprometem a integridade de seu resultado final. Vale a pena assistir! Confira aqui outras sugestões de filme sobre a área.

Relação entre mídia e governo: o quarto poder e o contexto político

Outra habilidade adquirida ao longo do curso é a percepção das forças que atuam nessa relação entre a mídia e o poder. No curso da profissão, muitos fatos podem ser acobertados ou divulgados justamente de acordo com os interesses envolvidos.

A depender do contexto político, jornalistas podem atuar para acreditar ou desacreditar em certos setores da sociedade. Por essa razão, muitas vezes a mídia é considerada um quarto poder na organização do Estado, sendo que Poder Judiciário, Executivo e Legislativo seriam os outros três.

Nesse jogo de poderes, cada um é responsável pela verificação e pela responsabilização do outro. Em um espectro mais amplo, a mídia atuaria no sentido de garantir o bom funcionamento das instituições do governo.

Regulamentação e democratização da mídia

A mídia também não é isenta de problemas, por isso há crescente preocupação com a regulamentação e a democratização do setor.

Grande parte do mercado brasileiro, independentemente da mídia (impressa, TV aberta, rádio, etc.), ainda é bastante concentrada, o que gera riscos de distorção dessa função pública de contextualização política exercida por jornalistas.

Em termos práticos, o curso de Jornalismo também ensina o profissional a lidar com esses desafios. Principalmente por meio da democratização decorrente da internet, existem iniciativas de influência e participação política em outras plataformas, até mesmo em redes sociais.

O jornalista moderno sabe operar nesses novos contextos e se aproveita de suas facilidades para exercer sua profissão. Além disso, a evolução tecnológica contribuiu para que a atividade investigativa seja mais colaborativa do que nunca.

Hoje em dia, qualquer celular é também uma câmera, um gravador e uma central de transmissão ao vivo de informações (o Facebook Live é um bom exemplo disso). Por que não utilizar também essas ferramentas no dia a dia da profissão?

E você? Como compreende esse jogo de relações do contexto político? Cursar Jornalismo, como vimos, é uma boa forma de entender melhor esse cenário. Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades desse e de outros cursos!

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