Já pensou se você pudesse criar um objeto único e com a sua cara para decorar o seu quarto e tê-lo em suas mãos, exatamente da maneira como você imaginou, em poucas horas? Ou então bolar um brinquedo para presentear o seu sobrinho, totalmente personalizado, sem sair de casa?

Parece filme de ficção científica, mas acredite: isso já é possível! Basta ter uma impressora 3D em sua casa e soltar a imaginação! Mas afinal, você sabe como elas funcionam e o que é possível criar com elas, atualmente e em um futuro próximo?

Se você quer ficar por dentro da tecnologia das impressoras 3D, não deixe de conferir o post de hoje!

Como funcionam as impressoras 3D?

A tecnologia por trás das impressoras 3D é chamada de Fused Deposition Modeling (FDM) — Modelagem por Fusão e Depósito, em tradução livre. Com essa tecnologia, essas máquinas são capazes de montar objetos reais, camada por camada, a partir da fusão e modelagem de uma matéria-prima sólida.

Esse método é chamada de aditivo, no qual o início da produção é realizado a partir do nada, com a adição de camadas sucessivas, até a montagem completa do objeto. É o oposto do método de produção atual, chamado de subtrativo, onde as peças são modeladas a partir da retirada de materiais de uma peça bruta. E é justamente aí que figura uma das maiores vantagens das impressoras 3D: a diminuição do desperdício de matéria prima. Só o material que fará parte da peça é fundido e utilizado.

De modo geral, as impressoras 3D utilizam 2 tipos de matéria-prima, embora existam outras, menos utilizadas:

  • Plástico ABS (Acrilonitrila Butadieno Estireno): polímero plástico rígido e leve, com equilíbrio entre resistência e flexibilidade bastante satisfatório.

  • PLA (Ácido Poliático): polímero biodegradável, produzido a partir do ácido lático proveniente da fermentação de bactérias específicas.

Para imprimir um objeto, primeiramente é necessário criá-lo em um software específico, conectado à impressora. É possível baixar e adaptar modelos já existentes. Após a definição das dimensões do objeto, basta mandar imprimir.

A partir daí, o software instalado no computador envia as informações para a impressora, que, por meio de um injetor, suga e aquece  a matéria-prima até o seu ponto de fusão, iniciando a montagem da peça. O material derretido é injetado em uma base que se movimenta em 2 eixos, criando as camadas. Quando uma camada fica pronta, outra se inicia, até a montagem completa do objeto.

Existem, também, impressoras 3D que trabalham por fusão a laser. Nesses casos, a matéria-prima, que pode ser plástico ou metal, é inserida na impressora na forma de um pó ultrafino. Por meio do bombardeamento do pó por raios laser, ele chega a seu ponto de fusão e derrete, iniciando assim a formação das camadas.

Quando as impressoras 3D surgiram?

Engana-se quem pensa que as impressoras 3D são inventos atuais: a primeira foi lançada há mais de 30 anos, em 1984, por Charles Huell. O invento era tão promissor que Charles decidiu criar a empresa 3D Systems Corps, que até hoje é uma das líderes no ramo de impressoras 3D.

A companhia de Charles criou, então, diversas patentes de tecnologia e produtos relacionados à impressão 3D. Por isso, nos anos 90, uma impressora 3D tinha um preço altíssimo (cerca de 1 milhão de dólares, em média), só sendo comercializadas para indústrias de alto escalão, como a automobilística, para a impressão de protótipos e modelos.

Com a quebra das patentes recentemente, o preço da tecnologia caiu vertiginosamente. Hoje em dia, já é possível obter uma impressora 3D por menos de 1 mil dólares, o que ampliou o mercado para consumidores domésticos.

No Brasil, já existem empresas que fabricam e comercializam impressoras 3D, com preços que variam de R$ 2 mil até R$ 20 mil reais. Você pode encontrar impressoras brasileiras à venda na internet!

O que pode ser impresso em impressoras 3D atualmente?

Impressoras 3D permitem a criação de um incontável número de objetos. Joias, esculturas, brinquedos, objetos de decoração, maquetes, peças para máquinas, próteses, capas para celular, outras impressoras, protótipos, modelos e moldes, sapatos, roupas, utensílios de cozinha e até mesmo alimentos já foram criados com essa tecnologia.

A área da saúde foi extremamente beneficiada com o advento dessa tecnologia. A impressão de próteses para cirurgias ortopédicas, fabricadas sob medida para cada paciente, tem diminuído o tempo de cirurgia, de pós-operatório e o risco de infecções em procedimentos desse tipo. A técnica está em plena ascensão no Brasil, sendo utilizada atualmente em cerca de 20% dos procedimentos.

E no futuro?

Com o avanço da tecnologia, já infere-se que as impressoras 3D poderão ser utilizadas em um futuro próximo para a fabricação de eletrodomésticos, instrumentos musicais, órgãos e tecidos humanos sintéticos, peças de automóveis e até mesmo de aviões.

Uma startup americana, a Modern Meadow, promete revolucionar o ramo da gastronomia utilizando impressoras 3D. A companhia pretende produzir carne sintética impressa como alternativa aos filés de origem animal. Impressionante, não?

Quais são as vantagens e desvantagens dessa tecnologia?

As impressoras 3D certamente revolucionarão a fabricação e montagem de produtos em um futuro muito próximo. A tecnologia tem inúmeras vantagens frente ao método tradicional, de produção em massa e em série.

Entre as principais vantagens estão a redução drástica do desperdício de matéria-prima, visto que só o material necessário à produção da peça é utilizado; a customização de objetos, com o desenvolvimento de peças únicas e personalizadas de acordo com o criador; e a grande possibilidade de inovação, com a queda das barreiras para a criação de novos negócios e produtos.

Entretanto, nem tudo é um mar de rosas na tecnologia de impressão 3D. A complexidade de peças produzidas por esse método é ainda limitada, por exemplo. As impressoras mais comuns e baratas imprimem apenas objetos simples.

O tempo também é um fator a ser considerado — atualmente, um objeto do tamanho de um ovo demora 45 minutos para ser impresso. Por fim, a variedade de materiais é bastante limitada. Esses periféricos imprimem basicamente utilizando plástico e nada mais.

Obviamente, devemos esperar que a tecnologia seja aprimorada com o passar do tempo. Especialistas no assunto garantem que essa é uma modalidade de fabricação que chegou para ficar e ainda deverá contribuir muito para facilitar e tornar acessível a produção de objetos de maneira mais simples, barata, rápida e personalizada.

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Fonte da imagem em destaque: bit.ly/601.ref

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